Auditoria aponta irregularidades em reformas de escolas do RJ que custaram quase R$ 11 milhões

Obras realizadas em 2025 foram contratadas sem licitação como pequenos reparos, mas investigação aponta que serviços não se enquadravam na modalidade utilizada
Redação NC News
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Uma auditoria do Governo do Estado do Rio de Janeiro identificou possíveis irregularidades em reformas realizadas em duas escolas estaduais. Juntas, as obras custaram quase R$ 11 milhões e foram executadas ao longo de 2025.

Segundo os investigadores, os serviços foram contratados sem licitação sob a justificativa de que se tratavam de pequenos reparos que poderiam ser realizados por meio do Sistema Descentralizado de Pagamento (SDP).

A análise, porém, apontou que as intervenções realizadas nas duas unidades não apresentavam características compatíveis com pequenos reparos nem com situações emergenciais.

 

Contratações são questionadas

O principal ponto levantado pela auditoria está relacionado à forma como as obras foram contratadas.

De acordo com os investigadores, os serviços teriam sido enquadrados como pequenos reparos para permitir a contratação sem licitação. Na prática, entretanto, a dimensão das reformas teria ultrapassado os limites esperados para esse tipo de procedimento.

A diferença entre a justificativa utilizada para a contratação e os serviços efetivamente executados deverá ser analisada pelos órgãos de controle.

 

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Indícios também envolvem empresas

A auditoria encontrou ainda indícios de possíveis irregularidades nas propostas apresentadas pelas empresas que se candidataram a executar as reformas.

Os documentos e procedimentos relacionados às contratações serão analisados pelas autoridades responsáveis pela investigação, que deverão verificar se houve descumprimento das regras aplicáveis às contratações públicas.

 

Obras custaram quase R$ 11 milhões

As duas reformas realizadas na rede estadual de ensino do Rio de Janeiro consumiram, juntas, quase R$ 11 milhões.

O montante passou a ser questionado diante da modalidade utilizada para contratar os serviços. Para os investigadores, a natureza e a dimensão das obras não seriam compatíveis com a classificação de pequenos reparos.

A auditoria também deverá subsidiar a análise sobre a execução dos contratos e a destinação dos recursos públicos empregados nas intervenções.

 

Ministério Público e Tribunal de Contas vão investigar

O resultado da auditoria será encaminhado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e ao Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).

Os órgãos deverão aprofundar a apuração das contratações e verificar se houve irregularidades na utilização dos recursos públicos.

Entre os pontos que poderão ser analisados estão a justificativa para a contratação sem licitação, a natureza das obras, os valores envolvidos e as propostas apresentadas pelas empresas.

Até a conclusão das investigações, eventuais responsabilidades ainda precisam ser comprovadas.

 

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Entenda o contexto

Duas escolas estaduais do Rio de Janeiro passaram por reformas em 2025, com custo total próximo de R$ 11 milhões.

As obras foram contratadas sem licitação sob a justificativa de que seriam pequenos reparos realizados por meio do Sistema Descentralizado de Pagamento.

Uma auditoria do governo estadual, entretanto, apontou que os serviços executados não se enquadrariam nessa classificação e também não teriam caráter emergencial.

Além disso, foram identificados indícios de irregularidades nas propostas apresentadas pelas empresas envolvidas.

O relatório será encaminhado ao MPRJ e ao TCE-RJ, que deverão investigar as contratações e avaliar se houve irregularidades ou eventual prejuízo aos cofres públicos.

 

 

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