São Paulo x Bragantino no Morumbi com luto após morte de PM

Partida marcada por homenagem ao PM Paulo Roberto, vítima de latrocínio na Marginal Tietê.
Redação NC News
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O São Paulo recebe o Bragantino nesta noite, no Morumbi, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, enquanto a capital paulista encara o luto pela morte do policial militar Paulo Roberto Lima Pereira, de 44 anos, vítima de latrocínio na Marginal Tietê.

O gramado pronto para a bola rolar às 20h divide as atenções com uma investigação de alta prioridade na Polícia Civil. A cidade que se organiza para assistir ao jogo ao vivo também acompanha, em choque, a apuração sobre a ação de criminosos conhecidos como “gangue da pedra”.

Morumbi em jogo, São Paulo sob pressão

O São Paulo Futebol Clube entra em campo pressionado por desempenho e contexto. O time soma 27 pontos em 24 jogos, está em 13º lugar e vem de derrota por 1 a 0 para a Chapecoense, lanterna do campeonato.

O Bragantino chega mais confortável, com 35 pontos e a 7ª posição, embalado por vitória por 1 a 0 sobre o Grêmio. Uma nova derrota em casa acende alerta no Morumbi; um triunfo, por outro lado, pode recolocar o São Paulo na disputa por vaga na parte de cima da tabela.

A partida será transmitida ao vivo por SporTV, GloboPlay e Premiere (pay-per-view), ampliando o alcance de um jogo que, em outros dias, seria tratado apenas como mais um capítulo do Brasileirão. Hoje, porém, o clima é atravessado por um crime que reforça a sensação de insegurança nas principais vias da cidade.

Emboscada na Marginal Tietê e a marca da ‘gangue da pedra’

Na noite de ontem, o policial militar Paulo Roberto, há 23 anos na corporação e integrante da Companhia de Ações Especiais de Polícia (Caep) desde 2023, foi morto em um roubo na Marginal Tietê, Zona Norte de São Paulo. Ele seguia de carro para um compromisso na Zona Oeste quando atingiu pedras na pista, próximo à Ponte Domingos Franciulli Netto.

Investigadores encontram no trecho pedras grandes e outros objetos usados para forçar a parada de veículos e suspeitam da atuação da “gangue da pedra”, quadrilha que se aproveita da escuridão e da alta velocidade na via para montar emboscadas a motoristas.

Paulo Roberto estaciona no acostamento para verificar os danos no veículo. Três homens surgem da margem do rio e o atacam. Um deles o imobiliza por trás, aplicando um mata-leão, enquanto os outros o agridem. Durante a luta, o trio percebe que a vítima é policial.

A Polícia Civil apura que os criminosos tomam a pistola calibre .45 do agente e efetuam o disparo fatal. “O agente foi morto com um tiro na cabeça, possivelmente da própria arma, que foi roubada pelos assaltantes”, informa a Secretaria da Segurança Pública.

Um agente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que passava pelo local no momento do crime, relata a sequência de forma direta à polícia. “Vi os três homens saindo da margem do rio e atacando o policial, a poucos metros da Ponte Domingos Franciulli Netto”, diz o servidor, que também afirma ter ouvido disparos e visto os suspeitos fugindo em direção ao canteiro.

Investigação acelera e pressão por resposta cresce

O caso é registrado como latrocínio no 73º Distrito Policial, no Jaçanã, com apoio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Equipes fazem diligências na região da Marginal Tietê e buscam imagens de câmeras de segurança em empresas e condomínios ao longo da via.

A Secretaria da Segurança Pública destaca a gravidade do crime, cometido com extrema violência contra um policial em horário de folga. Paulo Roberto era morador de Poá, no Alto Tietê, e deixa três filhos. “Ele tinha três filhos e estava de folga no momento do crime”, registra a Polícia Civil no inquérito.

O corpo do policial será velado amanhã, a partir das 8h, na Câmara Municipal de Poá. O sepultamento está marcado para as 11h30 no Cemitério da Paz, no mesmo município. Colegas da Caep, amigos e familiares se organizam para um cortejo que deve mobilizar a cidade.

O crime reacende o debate sobre segurança em grandes corredores viários da capital. A “gangue da pedra” já é conhecida de motoristas que cruzam a Marginal Tietê à noite, mas a morte de um agente experiente, em uma das avenidas mais movimentadas do país, amplia a cobrança por ações concretas.

Futebol, luto e a sensação de cidade em alerta

Enquanto a polícia tenta rastrear o trio que fugiu pela margem do rio, a rotina da capital se ajusta para o jogo São Paulo x Bragantino. No entorno do Morumbi, o clima é de expectativa esportiva; em delegacias e batalhões, domina a consternação.

O duelo desta noite pode alterar o humor da torcida do São Paulo, que lota o estádio atrás de reação após o tropeço para a Chapecoense. Mas o noticiário que chega pelos celulares nas arquibancadas lembra que, do lado de fora, a sensação é de cidade em alerta.

Para jogadores e comissão técnica, o contexto pesa. A morte de um policial em serviço recente na Caep, unidade de operações especiais, toca muitos torcedores que vivem diariamente a realidade da violência urbana. Homenagens durante a partida são discutidas internamente, seja em minuto de silêncio, seja em faixas nas arquibancadas.

O desfecho da noite será medido em dois placares. No gramado, o resultado entre São Paulo e Bragantino define rumos imediatos no Brasileirão. Nas ruas, o avanço das investigações e a capacidade do Estado em identificar e prender os criminosos vão influenciar a confiança da população nas instituições.

Os próximos dias tendem a ser de cobrança intensa por parte de entidades de classe, moradores da Zona Norte e motoristas que usam diariamente a Marginal Tietê. A resposta que vier das autoridades, em forma de prisões e reforço de policiamento, dirá se o luto de hoje se transforma em mudanças concretas na segurança da cidade.

Onde assistir São Paulo x Bragantino hoje?

O jogo São Paulo x Bragantino, válido pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, começa às 20h no estádio do Morumbi e terá transmissão ao vivo por SporTV, GloboPlay e Premiere (pay-per-view), permitindo que torcedores acompanhem a partida tanto na TV por assinatura quanto em plataformas de streaming.

Quem era o policial morto na Marginal Tietê?

O policial morto na Marginal Tietê é o cabo Paulo Roberto Lima Pereira, de 44 anos, há 23 anos na Polícia Militar, integrante da Companhia de Ações Especiais de Polícia (Caep) desde 2023, morador de Poá, no Alto Tietê, pai de três filhos e que estava de folga quando sofreu o latrocínio.

O que é a ‘gangue da pedra’ investigada no caso?

A “gangue da pedra” é como são chamados grupos criminosos que colocam pedras e obstáculos na pista da Marginal Tietê para provocar danos em veículos, forçar motoristas a parar e realizar assaltos, prática que agora é investigada pela Polícia Civil como possível método usado no latrocínio do policial Paulo Roberto.


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