O prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD), anunciou nesta quarta-feira (4) que é pré-candidato ao Governo do Amapá. O comunicado foi feito por meio das redes sociais, poucas horas depois de ser afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito de uma operação da Polícia Federal.
Na publicação, o gestor afirmou que o compromisso dele é com a população amapaense e declarou que pretende trabalhar por “um futuro melhor” para o estado.
Afastamento ocorreu durante operação da Polícia Federal
A decisão que retirou Dr. Furlan da Prefeitura de Macapá integra a segunda fase da Operação Paroxismo, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira. O vice-prefeito, Mario Neto (Podemos), também foi afastado, assim como outros integrantes da administração municipal.
A medida cautelar tem prazo inicial de 60 dias e foi autorizada no âmbito de investigação que tramita sob supervisão do STF.
Investigação envolve obra milionária na área da saúde
A apuração federal concentra-se em possíveis irregularidades na contratação das obras do Hospital Geral Municipal de Macapá. O empreendimento está orçado em cerca de R$ 70 milhões.
Segundo a Polícia Federal, há indícios de falhas no processo licitatório, com suspeita de favorecimento a empresas específicas. Também são investigadas possíveis movimentações financeiras consideradas atípicas, que poderiam indicar tentativa de ocultação de recursos públicos.
O contrato analisado foi firmado pela Secretaria Municipal de Saúde da capital amapaense.
Mandados foram cumpridos em três capitais
Ao todo, a Justiça autorizou 13 mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram em Macapá (AP), Belém (PA) e Natal (RN).
Na capital do Amapá, imóveis ligados ao prefeito, incluindo uma clínica, foram alvo de buscas. A secretária municipal de Saúde, Erica Aymoré, e o presidente da Comissão Permanente de Licitação também foram afastados das funções.
Cenário político muda com anúncio de pré-candidatura
Mesmo diante do afastamento e da investigação em curso, Dr. Furlan decidiu antecipar o movimento político e lançar o nome para a disputa ao Governo do Amapá.
O anúncio redesenha o cenário eleitoral no estado e deve provocar reações de aliados e adversários, principalmente diante do impacto da operação policial.
A defesa do prefeito ainda não detalhou posicionamento oficial sobre as acusações. O caso segue sob investigação da Polícia Federal.