Cury cresce nas pesquisas e se consolida como principal nome da terceira via; Lula e Flávio se preocupam para primeiro turno

Avanço nas pesquisas de Augusto Cury altera cenário e aumenta chances de segundo turno na disputa presidencial.
Redação NC News
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A eleição presidencial de 2026 ganhou uma nova variável nesta segunda-feira (31). Augusto Cury (Avante) deixou a posição de candidato periférico nas pesquisas e passou a ocupar o centro das atenções após registrar forte crescimento em dois levantamentos divulgados no mesmo dia.

Na pesquisa Nexus/BTG, Cury saltou de 2% para 11% nas intenções de voto para o primeiro turno. O escritor aparece atrás apenas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 39%, e Flávio Bolsonaro (PL), com 33%.

Na Atlas/Bloomberg, o movimento também aparece, embora em patamar menor. Cury chegou a 7,8%, numericamente à frente de Renan Santos (Missão), que registra 7,6%. Lula tem 43,4% e Flávio, 33,7%.

O avanço coloca o candidato do Avante como o principal nome fora da dupla que lidera a corrida e pode alterar as estratégias dos grupos que hoje concentram a disputa presidencial.

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Entenda O Que Aconteceu

O salto de Cury aparece em levantamentos realizados em períodos próximos, mas com metodologias diferentes.

A pesquisa Nexus/BTG ouviu 2.005 eleitores entre 28 e 30 de agosto, por telefone, e tem margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento está registrado no TSE sob o protocolo BR-08900/2026.

Já a Atlas/Bloomberg entrevistou 5.014 pessoas entre 25 e 30 de agosto, por recrutamento digital aleatório, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob o protocolo BR-07972/2026.

Apesar das diferenças metodológicas, os dois estudos apontam na mesma direção: Cury ganhou espaço em um intervalo curto de tempo.

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Cury Passa A Dois Dígitos Na Nexus

Na pesquisa Nexus/BTG, o crescimento foi de nove pontos percentuais em relação à rodada anterior.

Cury passou de 2% para 11%, enquanto Flávio Bolsonaro recuou de 37% para 33%. Lula oscilou de 41% para 39%.

Na simulação divulgada pelo levantamento, Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 5%, Renan Santos tem 3% e Romeu Zema (Novo) registra 1%.

O resultado transforma Cury no primeiro nome fora de Lula e Flávio a atingir dois dígitos nessa rodada da pesquisa.

Atlas Também Mostra Crescimento

A Atlas/Bloomberg apresenta um quadro semelhante.

Lula lidera o primeiro turno com 43,4%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33,7%. Cury aparece em terceiro, com 7,8%, enquanto Renan Santos registra 7,6%.

Na rodada anterior, Cury tinha 1,6%. O crescimento foi, portanto, de 6,2 pontos percentuais.

Ronaldo Caiado aparece com 3,3%, enquanto Romeu Zema registra 1%.

O Que O Crescimento Significa Para Lula E Flávio

O avanço de Cury aumenta a fragmentação da disputa, mas os números disponíveis ainda não permitem afirmar com segurança de onde vieram os votos conquistados pelo candidato do Avante.

A queda de Flávio na Nexus/BTG é maior que a de Lula na mesma pesquisa, mas isso, isoladamente, não comprova uma transferência direta de eleitores do senador para Cury.

O que os levantamentos mostram objetivamente é que Lula e Flávio perderam participação enquanto Cury avançou, alterando a distância entre os dois primeiros colocados e o restante da disputa.

Esse movimento tende a aumentar a atenção das campanhas sobre o eleitorado que ainda não está consolidado entre os dois principais polos.

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Terceira Via Ganha Um Novo Nome

O crescimento também modifica a disputa entre os candidatos que tentam ocupar o espaço fora da polarização entre PT e bolsonarismo.

Até agora, Renan Santos vinha aparecendo como um dos principais nomes desse campo. Na Atlas/Bloomberg, porém, Cury passou numericamente à frente.

Na Nexus/BTG, a diferença é ainda maior: Cury tem 11%, enquanto Renan aparece com 3%.

O novo cenário coloca o escritor em posição mais competitiva e pode aumentar a pressão sobre os demais candidatos que buscam o eleitorado de centro, centro-direita e aqueles que rejeitam os dois principais polos da disputa.

Redes Sociais Também Ajudam A Explicar A Exposição

O crescimento de Cury não ficou restrito às pesquisas.

Levantamentos de monitoramento digital indicaram aumento expressivo da presença do candidato nas redes sociais após o primeiro debate presidencial. Segundo dados citados pelo UOL, Cury ganhou 2,6 milhões de seguidores e se tornou o segundo presidenciável mais buscado no Google, atrás apenas de Lula.

O apoio de Pablo Marçal também aparece como um dos elementos associados à expansão da presença digital de Cury. A campanha, entretanto, nega envolvimento em ações irregulares de impulsionamento.

Esses dados ajudam a explicar a maior exposição do candidato, mas ainda não permitem concluir que o crescimento digital necessariamente se converterá em votos nas urnas.

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Candidatura Ainda Precisa Provar Que Crescimento É Sustentável

O principal desafio de Cury agora é transformar o salto nas pesquisas em uma tendência consistente.

Uma diferença importante entre os dois levantamentos é justamente a intensidade do crescimento: enquanto a Nexus/BTG aponta Cury com 11%, a Atlas/Bloomberg registra 7,8%.

Isso mostra que ainda existe volatilidade no eleitorado.

As próximas pesquisas serão fundamentais para indicar se o escritor consolidará uma posição próxima dos dois principais candidatos ou se o avanço observado em agosto foi provocado, em parte, pela exposição recente da campanha.

Segundo Turno Continua No Radar

A ascensão de Cury torna mais difícil falar em uma eleição definida antecipadamente.

Na Atlas/Bloomberg, Lula aparece com 43,4% no primeiro turno e Flávio Bolsonaro com 33,7%. Mesmo somados, os dois chegam a 77,1%, antes da distribuição dos demais votos.

Na Nexus/BTG, Lula e Flávio somam 72% no cenário divulgado.

Os números mostram uma disputa ainda concentrada nos dois primeiros colocados, mas também indicam que há espaço relevante para candidatos fora da polarização.

Em um eventual segundo turno, portanto, os votos conquistados pelos demais candidatos podem se tornar decisivos para definir o vencedor.

Entenda O Contexto

Augusto Cury entrou em uma nova fase da disputa presidencial após aparecer com 11% na pesquisa Nexus/BTG e 7,8% na Atlas/Bloomberg.

Lula continua na liderança dos dois levantamentos, enquanto Flávio Bolsonaro ocupa a segunda posição. O dado mais importante, porém, é a distância que Cury abriu em relação aos demais candidatos da chamada terceira via. Ainda é cedo para afirmar que o escritor consolidou uma candidatura competitiva para chegar ao segundo turno, assim como não há dados suficientes para afirmar que todo o crescimento veio de eleitores de Flávio Bolsonaro.

O que já pode ser medido é a mudança no desenho da disputa: um candidato que aparecia com apenas 1,6% na Atlas e 2% na Nexus passou a ocupar um espaço relevante em questão de semanas. As próximas rodadas de pesquisas vão mostrar se o fenômeno se sustenta ou se perde força à medida que a campanha avançar.

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