Régis Pitbull, ex-Corinthians, vive nas ruas após agravamento do vício em drogas

Aos 49 anos, ex-atacante está em situação de rua em São Paulo e afirma que não quer ser tratado como vítima; dependência química acompanha trajetória desde os tempos de jogador.
Redação NC News
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O ex-jogador Régis Pitbull, que passou por Corinthians, Vasco e Ponte Preta, vive atualmente em situação de rua em São Paulo. Aos 49 anos, ele enfrenta uma longa batalha contra a dependência química, que se agravou depois da aposentadoria dos gramados.

Segundo a reportagem, Régis está há cerca de dois meses vivendo em uma praça de Pirituba, na Zona Norte da capital paulista, onde improvisou um abrigo com lonas, cobertores e papelões.

O ex-atacante chegou à situação de rua depois de passar períodos morando com familiares e amigos. Ele ainda possui um apartamento, mas enfrenta uma ação judicial relacionada a dívidas de condomínio e IPTU.

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Ex-jogador enfrenta dependência química

Régis convive com problemas relacionados ao uso de drogas desde os primeiros anos da carreira. Durante o período como atleta, chegou a ser suspenso por doping em duas ocasiões pelo uso de maconha.

Depois de deixar o futebol profissional, em 2012, a dependência química se intensificou. O ex-jogador chegou a ser internado para reabilitação em 2022, mas teve uma recaída menos de um mês depois de deixar a clínica.

Atualmente, ele reconhece que enfrenta problemas com drogas, mas demonstra resistência à possibilidade de internação ou de receber tratamento médico.

Régis afirma que acredita que conseguir um emprego seria suficiente para reorganizar a própria vida.

Rotina nas ruas de Pirituba

Vivendo em situação de vulnerabilidade, Régis mantém uma rotina pelas ruas do bairro onde nasceu e cresceu.

Ele costuma frequentar um restaurante da região, onde recebe refeições e toma café. O estabelecimento também serve para que ele possa usar o banheiro e carregar o celular.

Uma bicicleta é outro dos poucos bens que utiliza diariamente. O ex-jogador circula pelo bairro com ela e mantém contato com algumas pessoas por meio do telefone.

Segundo relatos de pessoas que convivem com Régis, são poucos os dias em que ele permanece completamente sóbrio.

Ex-atacante relembra época de jogador

Durante a conversa, Régis também relembrou o período em que tinha uma vida financeira confortável graças ao futebol.

O ex-atacante contou que chegou a ter carros de luxo e era tratado de maneira diferente quando tinha fama.

Régis iniciou a carreira profissional no Comercial de Ribeirão Preto, passou pelo futebol português e posteriormente atuou por diversos clubes no Brasil e no exterior.

Entre os principais times de sua trajetória estão Ponte Preta, Corinthians, Vasco, Coritiba, Bahia e Portuguesa.

No Corinthians, disputou sete partidas em 2004.

Passagem pelo Corinthians

Régis Pitbull chegou ao Corinthians em 2004, período em que o clube montou um elenco com diversos reforços.

Ao longo da carreira, o atacante ficou conhecido pela velocidade e pelo drible. Também atuou no futebol do Japão, Coreia do Sul, Turquia e Kuwait.

De acordo com os dados levantados pela reportagem, Régis disputou 170 jogos e marcou 49 gols durante a carreira profissional.

Ele encerrou a trajetória no futebol aos 34 anos.

Prisões também marcaram os últimos anos

A situação do ex-jogador também foi marcada por problemas com a Justiça.

Em 2025, Régis foi preso após ser acusado de agredir um homem de 69 anos em um prédio onde morava. Posteriormente, voltou a ser detido por descumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

O episódio contribuiu para que ele deixasse o apartamento onde vivia.

Amigos tentaram ajudar

Pessoas próximas ao ex-jogador afirmam que já houve tentativas de ajudá-lo a deixar as ruas e buscar tratamento.

Segundo relatos apresentados na reportagem, Régis costuma recusar propostas para morar temporariamente na casa de conhecidos e também demonstra resistência à internação.

A dependência química, portanto, permanece como um dos principais obstáculos para uma mudança na situação atual.

“Não sou um coitadinho”

Apesar das dificuldades, Régis rejeita ser tratado como vítima e afirma que prefere lidar com a situação da maneira que considera possível.

Ao falar sobre sua condição atual, o ex-jogador declarou:

“Não quero que ninguém saiba que eu existo. Se acharem que estou morto, é melhor. Não sou um coitadinho.”

A fala resume o estado de isolamento relatado na reportagem e a resistência do ex-atleta em aceitar ajuda.

ENTENDA O CONTEXTO

Régis Pitbull teve uma carreira profissional que passou por clubes importantes do futebol brasileiro e por equipes do exterior.

O ex-atacante chegou ao Corinthians em 2004 e também vestiu as camisas de Ponte Preta, Vasco, Coritiba, Bahia e Portuguesa, além de ter atuado fora do país.

A dependência química, porém, acompanha sua trajetória há décadas. Depois da aposentadoria, o problema se agravou e passou a afetar diretamente sua vida financeira, familiar e social.

Em 2022, Régis passou por uma internação para reabilitação, mas sofreu uma recaída posteriormente. Nos últimos anos, também enfrentou problemas judiciais e, atualmente, vive em situação de rua em Pirituba.

A história mostra a trajetória de um ex-atleta que passou dos campos profissionais para uma situação de extrema vulnerabilidade e ainda enfrenta dificuldades para aceitar tratamento.

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