A candidata a deputada federal por Minas Gerais Ana Elisa Santos Silva (PT) denunciou ter sido alvo de ameaças racistas de morte e estupro enviadas por e-mail na manhã deste sábado (5). A jovem de 21 anos, natural de Divinópolis, afirmou que as mensagens continham ofensas raciais, ameaças de violência sexual e referências a seus familiares.
Segundo informações divulgadas pela equipe da candidata, o autor das mensagens se apresentou como integrante de um grupo supremacista branco e utilizou dados pessoais de Ana Elisa para demonstrar que sabia onde ela e seus familiares poderiam ser encontrados. O caso foi encaminhado às autoridades como notícia de crime.
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Entenda o que aconteceu
De acordo com o relato, os e-mails foram recebidos no sábado e apresentavam conteúdo explicitamente racista, além de ameaças de morte e estupro. As mensagens também citavam familiares da candidata, ampliando o clima de intimidação.
A equipe jurídica da campanha registrou a ocorrência e informou que acompanha o caso junto às autoridades competentes. O episódio está sendo tratado como possível caso de violência política de gênero, além de ameaça e injúria racial.

Caso foi registrado na polícia
Segundo as informações divulgadas, a ocorrência foi registrada na 142ª Companhia da Polícia Militar. O boletim aponta os crimes de ameaça e injúria racial, enquanto as autoridades trabalham para identificar a autoria das mensagens.
A candidata e sua equipe também preservaram os e-mails recebidos para auxiliar as investigações. Os materiais deverão ser analisados pelas autoridades responsáveis pela apuração do caso.
Campanha fala em violência política de gênero
A assessoria jurídica de Ana Elisa afirma que há indícios de violência política de gênero, prática que ocorre quando mulheres são alvo de intimidação, constrangimento ou ameaças em razão de sua atuação política.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais e mobilizou manifestações de apoio à candidata, que segue em campanha enquanto aguarda o avanço das investigações.

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Entenda o contexto
Casos de ameaças contra mulheres que disputam cargos públicos têm chamado atenção das autoridades nos últimos anos. Organizações e órgãos eleitorais vêm alertando para o aumento da violência política de gênero, especialmente contra mulheres negras, parlamentares e candidatas que atuam em pautas de direitos humanos.
A legislação brasileira prevê punições para crimes relacionados à violência política, racismo, injúria racial e ameaças. Em períodos eleitorais, esses episódios costumam receber acompanhamento de órgãos de segurança pública e da Justiça Eleitoral para garantir a integridade dos candidatos e o livre exercício da atividade política.
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