O Senado Federal continua custeando a segurança institucional do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante compromissos de campanha pelo país. Apesar do aumento dos gastos com escoltas ao longo de 2026, a Casa mantém em sigilo informações detalhadas sobre as despesas, alegando razões de segurança.
Dados obtidos por veículos de imprensa mostram que os custos com equipes de proteção e deslocamentos cresceram significativamente neste ano, período marcado pela intensificação da campanha presidencial. Segundo informações divulgadas, os gastos com escoltas já somam R$ 7,4 milhões em 2026.
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Entenda o que aconteceu
O debate ganhou força após questionamentos sobre o uso da estrutura pública para garantir a proteção do parlamentar em agendas que, muitas vezes, possuem caráter eleitoral. Embora senadores tenham direito à segurança institucional em determinadas circunstâncias, críticos defendem que os custos relacionados à campanha deveriam ser separados dos gastos do Senado.
A Casa Legislativa, porém, não divulga informações detalhadas sobre o número de agentes mobilizados, valores individualizados ou critérios utilizados para cada operação de segurança. O argumento é que a exposição desses dados poderia comprometer a integridade dos envolvidos.
Gastos cresceram durante o período eleitoral
Levantamentos anteriores já apontavam aumento nas despesas com policiais legislativos responsáveis pela escolta de senadores. Nos primeiros meses de 2026, os gastos com diárias para equipes de segurança registraram alta expressiva em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Segundo fontes ouvidas por reportagens sobre o tema, parte desse crescimento estaria relacionada às viagens frequentes de parlamentares que disputam cargos nas eleições deste ano, especialmente as agendas nacionais de Flávio Bolsonaro.
Transparência é alvo de questionamentos
Especialistas em transparência pública afirmam que informações sobre gastos financiados com recursos públicos devem ser divulgadas sempre que possível, respeitando apenas dados que possam representar risco efetivo à segurança dos agentes ou das autoridades protegidas.
O principal questionamento não está na existência da escolta, mas na falta de acesso aos valores detalhados e aos critérios utilizados para definir os custos das operações. Para críticos da medida, o sigilo dificulta a fiscalização dos recursos empregados durante o período eleitoral.
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O que diz o Senado
A posição oficial do Senado é que a proteção de parlamentares faz parte das atribuições institucionais da Polícia Legislativa e que determinadas informações precisam permanecer restritas por motivos de segurança.
Até o momento, a Casa não divulgou detalhes adicionais sobre os custos específicos relacionados às atividades de campanha do senador do PL.
Entenda o contexto
A discussão ocorre em meio à campanha presidencial de 2026, na qual Flávio Bolsonaro aparece entre os principais candidatos da disputa. O senador tem ampliado a agenda de viagens e eventos pelo país, o que elevou a demanda por equipes de segurança e logística.
O tema também reacende o debate sobre transparência no uso de recursos públicos durante períodos eleitorais. Enquanto defensores da medida afirmam que a proteção institucional é necessária para garantir a segurança de autoridades, críticos cobram maior publicidade sobre os gastos financiados pelo contribuinte.
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