Uganda anunciou que não participará mais dos Jogos Invictus, competição criada pelo príncipe Harry para militares e veteranos feridos, doentes ou lesionados. A decisão foi anunciada pelo general Muhoozi Kainerugaba, chefe das Forças de Defesa do país e filho do presidente Yoweri Museveni.
O militar afirmou que a retirada tem como objetivo evitar que Uganda seja interpretada como contrária ao rei Charles III. Segundo Kainerugaba, o país não participará de iniciativas que, na avaliação dele, não tenham a aprovação do monarca britânico.
Leia também:
Harry e Meghan se surpreendem com carta de Charles sobre status na realeza
Entenda o que aconteceu
Muhoozi Kainerugaba anunciou a saída de Uganda dos Jogos Invictus pelas redes sociais. Na publicação, o general declarou respeito ao rei Charles III e disse que não queria que a participação do país fosse interpretada como oposição ao monarca.
A decisão chama atenção porque Uganda havia ingressado recentemente na competição. Em julho, o país se tornou a 26ª nação a integrar os Jogos Invictus e o primeiro representante da África Oriental.
General criticou Harry e Meghan
Ao explicar a decisão, Kainerugaba também fez críticas a Harry e Meghan Markle. O chefe militar afirmou que havia integrantes do Ministério da Defesa favoráveis ao projeto do casal e disse ter encerrado esse movimento.
“Eu apoio o monarca. Ponto final.”
A declaração reforçou que a decisão foi apresentada pelo general como uma demonstração de alinhamento ao rei Charles.
Decisão ocorre após posicionamento do Palácio
A retirada ocorreu dias depois de o Palácio de Buckingham reforçar a posição institucional de Harry e Meghan dentro da monarquia britânica.
Uma comunicação enviada a autoridades britânicas reiterou que o duque e a duquesa de Sussex não são membros atuantes da Família Real e que suas atividades filantrópicas são realizadas em caráter privado.
Charles não declarou oposição aos Jogos
Apesar da justificativa apresentada por Uganda, não há indicação de que o rei Charles III seja contrário aos Jogos Invictus.
Charles, quando ainda era príncipe de Gales, participou da cerimônia de abertura da primeira edição do evento, em 2014, ao lado de Harry, Camilla e do príncipe William.
A ausência de participação direta do monarca nas edições atuais, portanto, não significa necessariamente desaprovação ao projeto criado pelo filho.
Veja também:
Uganda havia acabado de entrar na competição
A entrada de Uganda nos Jogos havia sido anunciada em julho durante um evento em Londres que contou com a presença de Harry e do ministro da Defesa ugandense, Kiryowa Kiwanuka.
Na ocasião, a participação foi apresentada como uma oportunidade para ampliar o apoio a militares e veteranos feridos, doentes ou lesionados por meio do esporte.
Com a decisão anunciada agora, o país deixa a competição poucos meses depois de ter confirmado sua entrada.
Entenda o contexto
Os Jogos Invictus foram criados pelo príncipe Harry em 2014 e utilizam o esporte como instrumento de recuperação e integração para militares e veteranos que sofreram ferimentos ou desenvolveram doenças durante ou após o serviço.
A próxima edição está prevista para 2027, em Birmingham, na Inglaterra. A retirada de Uganda representa uma mudança inesperada para o projeto, especialmente porque o país havia sido anunciado recentemente como o primeiro representante da África Oriental na comunidade Invictus.
Mais lidas do NC News:
Novo aciona STF contra decisão de Dino que reconduziu Andrei à PF
Ancelotti promove renovação e convoca 26 jogadores para novo ciclo da Seleção Brasileira