Os atores Fernanda Montenegro e Antonio Fagundes denunciaram nesta quinta-feira (10) o uso não autorizado de suas imagens em uma propaganda falsa de medicamento que circula pela internet. O conteúdo atribui aos artistas a divulgação de um produto com supostos benefícios para idosos, incluindo a promessa de cura do Alzheimer.
No material, Fernanda aparece falsamente como se fosse usuária e divulgadora do produto, ao lado de um suposto médico. A atriz repudiou a utilização de sua imagem e classificou a propaganda como criminosa. Fagundes também alertou para os riscos que esse tipo de fraude pode representar à saúde das vítimas.
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Entenda o que aconteceu
Fernanda Montenegro utilizou suas redes sociais para alertar os seguidores sobre o anúncio. Segundo a atriz, sua imagem foi utilizada como se ela estivesse recomendando e utilizando o suposto medicamento.
O anúncio também apresenta a figura de um médico para dar aparência de credibilidade ao conteúdo e promete benefícios relacionados ao Alzheimer e a dores físicas enfrentadas por idosos. As alegações divulgadas na propaganda são falsas, segundo a denúncia dos atores.
Fernanda Montenegro classifica anúncio como criminoso
A atriz, de 96 anos, repudiou publicamente a utilização de sua imagem e afirmou que não autorizou a propaganda.
Fernanda classificou o episódio como agressivo e ofensivo e alertou seus seguidores para que não confiem no material divulgado na internet.
Antonio Fagundes alerta para risco à saúde
Antonio Fagundes também teve sua imagem associada ao conteúdo e fez um alerta sobre a gravidade da fraude.
O ator destacou que esse tipo de propaganda não representa apenas uma utilização indevida da imagem de uma pessoa conhecida. Ao envolver um suposto tratamento médico, o golpe também pode colocar em risco a saúde e a integridade de quem acredita nas informações apresentadas.
Falsos médicos também estão na mira do governo
O episódio acontece em meio a uma ofensiva contra conteúdos enganosos relacionados à saúde na internet. Uma força-tarefa do governo federal identificou 97 perfis no YouTube que utilizavam inteligência artificial para simular médicos e outros profissionais de saúde.
Segundo o Ministério da Saúde, alguns desses conteúdos atribuíam qualificações profissionais fictícias aos personagens e utilizavam linguagem alarmista para conquistar a confiança do público. Parte deles era direcionada especialmente a idosos e promovia produtos ou serviços pagos.
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Promessas de cura exigem atenção redobrada
Anúncios que utilizam celebridades ou supostos profissionais de saúde podem explorar a confiança do público para aumentar a credibilidade de produtos.
No caso denunciado por Montenegro e Fagundes, os próprios atores vieram a público para esclarecer que não autorizaram o uso de suas imagens e não estão recomendando o produto apresentado na propaganda.
Entenda o contexto
O avanço de ferramentas capazes de manipular imagens, vozes e vídeos tornou mais fácil produzir conteúdos falsos com aparência realista. Isso aumenta a importância de verificar a origem de anúncios, especialmente quando envolvem medicamentos, tratamentos ou promessas de cura.
No Brasil, autoridades também vêm aumentando a fiscalização sobre conteúdos de saúde produzidos artificialmente. No caso dos 97 perfis identificados pelo governo, a AGU notificou o Google para que os conteúdos fossem removidos ou recebessem avisos claros sobre a natureza artificial dos personagens.
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