PF apreende quase R$ 1 milhão, dólares, euros, carros e joias em operação que mira Adail Filho

Operação investiga suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos, corrupção e lavagem de dinheiro ligados à gestão municipal de Coari; prefeito Adail Pinheiro também é alvo e foi afastado do cargo.
Redação NC News
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A Polícia Federal apreendeu cerca de R$ 990,5 mil em espécie, além de US$ 10 mil, € 1.255, veículos, relógios e joias, durante a Operação Dinastia do Lago, deflagrada nesta quarta-feira (16) em Manaus e Coari, no Amazonas. Entre os alvos estão o deputado federal Adail Filho (MDB-AM) e o pai dele, o prefeito de Coari, Adail Pinheiro (Republicanos).

A ação investiga uma possível organização criminosa envolvida em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro relacionados à administração municipal de Coari. A Polícia Federal ressalta que os crimes são investigados em tese e que a apuração busca determinar a participação de cada envolvido.

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Entenda o que aconteceu

A Operação Dinastia do Lago cumpriu 29 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares determinadas pelo Supremo Tribunal Federal. As diligências ocorreram em Manaus e Coari. O prefeito Adail Pinheiro e servidores municipais foram afastados de suas funções.

Adail Filho foi alvo de busca e apreensão. Não há informação de prisão do deputado. Segundo informações divulgadas sobre a operação, a residência do parlamentar em Manaus está entre os endereços onde a PF realizou diligências.

Quase R$ 1 milhão foi encontrado em Manaus e Coari

Do total de R$ 990.500 em espécie, R$ 637.750 foram encontrados em Coari e outros R$ 352.750 em Manaus. No endereço da capital amazonense também foram apreendidos US$ 10 mil e € 1.255. Até a atualização mais recente das informações, não havia sido divulgado a quem pertenciam especificamente esses valores.

Além do dinheiro, a operação resultou na apreensão de 21 veículos — 11 em Manaus e dez em Coari. Imagens divulgadas também mostram relógios, braceletes, colares, brincos e anéis recolhidos durante as buscas. O balanço ainda poderia ser atualizado pela PF.

Investigação começou após apreensão de R$ 1,25 milhão

A origem da investigação remonta a maio de 2025, quando aproximadamente R$ 1,25 milhão em dinheiro vivo foi apreendido com três empresários que viajavam entre Manaus e Brasília.

A partir desse episódio, a PF passou a investigar uma possível atuação coordenada entre empresários, agentes públicos e terceiros. Segundo a corporação, há indícios de direcionamento de licitações, desvio de recursos e movimentações financeiras que poderiam estar relacionadas ao pagamento de vantagens indevidas e à ocultação da origem e dos destinatários finais dos valores.

Prefeito de Coari foi afastado

Entre as medidas determinadas pelo STF está o afastamento de Adail Pinheiro da Prefeitura de Coari. Servidores municipais também foram afastados durante a operação.

Os fatos investigados podem configurar, em tese, crimes de organização criminosa, fraude à licitação, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro, segundo a Polícia Federal. A existência da investigação e das medidas de busca não representa condenação dos investigados.

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Defesa se manifesta sobre investigação

Em nota divulgada à imprensa, as defesas de Adail Filho e Adail Pinheiro afirmaram que a busca e apreensão não significa reconhecimento de culpa ou comprovação da prática de crime. Também disseram confiar nas instituições e esperar que os fatos sejam esclarecidos.

Entenda o contexto

A Operação Dinastia do Lago concentra-se em possíveis irregularidades relacionadas à gestão municipal de Coari. De acordo com a PF, os investigadores apuram se empresários, agentes públicos e terceiros atuaram de forma coordenada em contratos públicos e movimentações financeiras suspeitas.

A apreensão de R$ 1,25 milhão em maio de 2025 serviu como ponto de partida para a investigação. Nesta quarta-feira, a nova fase levou agentes a dezenas de endereços e resultou na apreensão de dinheiro e bens. O material recolhido deverá ser analisado para aprofundar a apuração e esclarecer a eventual participação de cada investigado.

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