Punição a juízes muda e STF determina perda de cargo em casos graves

Decisão do ministro Flávio Dino altera entendimento sobre aposentadoria compulsória aplicada a magistrados
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu suspender a aplicação da aposentadoria compulsória como punição máxima para magistrados que cometem infrações graves.

Com o novo entendimento, juízes e juízas condenados administrativamente poderão perder o cargo e deixar de receber remuneração.

A decisão determina que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) passe a adotar a perda do cargo como a sanção mais severa em casos de violações disciplinares.

Conselho Nacional de Justiça – Foto: Reprodução/Agência Brasil

Antes, a aposentadoria compulsória era considerada a pena administrativa mais grave, embora permitisse que o magistrado continuasse recebendo salário proporcional ao tempo de serviço.

Na decisão, Dino afirmou que a punição antiga não se encaixa mais no sistema jurídico atual.

“Não faz mais sentido que os magistrados fiquem imunes a um sistema efetivo de responsabilidade disciplinar, com a repudiada e já revogada ‘aposentadoria compulsória punitiva’”, escreveu o ministro.

O magistrado também destacou que a Constituição prevê punições mais rigorosas para casos graves. “Casos graves, à luz da Constituição, devem ser punidos com a perda do cargo, que, por conta da vitaliciedade, depende de ação judicial”, afirmou.

Segundo ele, após decisão administrativa do CNJ, a ação deve ser encaminhada ao próprio Supremo Tribunal Federal para julgamento.

O entendimento foi firmado durante a análise de um recurso apresentado por um juiz do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que havia sido punido com aposentadoria compulsória após investigações apontarem irregularidades em sua atuação.

Entre as acusações estavam favorecimento político, decisões judiciais irregulares e direciona

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