Em um movimento estratégico de integração regional, os governos do Brasil e da Bolívia assinaram nesta segunda-feira um acordo para reforçar a cooperação contra o crime organizado.
A medida ocorre em meio a alertas internacionais sobre facções criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho (CV), que atuam nos dois países.
Cooperação bilateral inclui narcotráfico e crimes transnacionais
O acordo prevê maior coordenação entre as forças de segurança dos dois países para prevenir e punir crimes como:
- Tráfico de drogas e de pessoas
- Contrabando e roubo de veículos
- Lavagem de dinheiro
- Mineração ilegal
- Crimes ambientais e cibernéticos
Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o pacto renova o compromisso bilateral com a segurança pública e fortalece a atuação conjunta nas fronteiras.
Trump e os EUA pressionam facções criminosas
Enquanto Brasil e Bolívia estreitam laços, os Estados Unidos avaliam classificar o PCC e o CV como organizações terroristas, devido à atuação dessas facções em rotas de narcotráfico que impactam a região. A assinatura do acordo surge em paralelo a esse cenário de tensão internacional.
Infraestrutura e integração econômica também entram na pauta
Além da segurança, os governos assinaram outros dois acordos voltados para:
- Cooperação turística – capacitação e promoção de roteiros entre os países
- Interconexão elétrica – construção de linhas de transmissão entre Santa Cruz (Bolívia) e Corumbá (MS)
O encontro também abordou infraestrutura de transporte, com incentivo ao uso de hidrovias e rotas bioceânicas para facilitar exportações bolivianas.
Diálogo regional e estabilidade democrática
Lula destacou que a parceria com a Bolívia não se trata de um projeto ideológico, mas de uma necessidade histórica para fortalecer a integração continental.
Segundo ele, os dois países demonstraram que instituições democráticas e vontade popular são capazes de superar desafios políticos e instabilidades regionais.
O presidente boliviano Rodrigo Paz reforçou que a decisão de seu país foi tomada pelo voto e que a relação bilateral deve permanecer independente de ideologias ou cenários políticos globais.