Com a paralisação por tempo indeterminado iniciada nesta quarta-feira (18) por servidores do Instituto de Medicina Legal (IML) do Distrito Federal, o atendimento sofreu impacto imediato. Corpos deixaram de ser recolhidos em hospitais e exames de necropsia foram suspensos, o que gerou acúmulo de casos.
Até a noite da última terça-feira (17), pelo menos 12 corpos aguardavam procedimentos, sendo oito à espera de necropsia e quatro ainda sem remoção, conforme apuração realizada. No mesmo período, foram realizados quatro exames e duas liberações de corpos, além de sete remoções. Mesmo assim, parte das demandas permaneceu pendente, incluindo casos acumulados desde o fim de semana.
A decisão pela greve foi tomada em assembleia na última semana, diante da falta de avanço nas negociações sobre a reestruturação da carreira, debatida desde 2023. Segundo o sindicato da categoria, outras áreas da segurança pública já tiveram reajustes, enquanto os profissionais do IML seguem sem mudanças.
A paralisação afeta diretamente os agentes responsáveis por atividades técnico-operacionais, como necropsias, remoção e liberação de corpos, além do apoio a perícias criminais. Desde segunda-feira (16), os servidores já operavam em ritmo reduzido, seguindo estritamente os protocolos.
Durante o movimento, alguns serviços seguem mantidos, como exames em casos de violência sexual e coletas em situações específicas, enquanto atendimentos como remoções passam a depender de organização interna das equipes mobilizadas.