A morte de Presley Gerber, aos 27 anos, encerra de forma trágica a trajetória de um jovem que nasceu cercado por um dos sobrenomes mais conhecidos da moda internacional, mas que também tentou construir sua própria identidade diante das câmeras. Filho da supermodelo Cindy Crawford e do empresário Rande Gerber, Presley seguiu os passos da mãe e entrou ainda adolescente no mundo da moda, trabalhando para algumas das principais marcas do setor.
Presley morreu neste domingo (20), em uma clínica de reabilitação em Los Angeles, segundo registros do Instituto Médico-Legal do Condado de Los Angeles. A causa da morte não havia sido divulgada até a publicação das primeiras informações, e a família pediu privacidade neste momento.
A morte acontece poucas semanas depois de sua irmã, Kaia Gerber, também modelo e atriz, falar publicamente sobre as dificuldades enfrentadas pelo irmão e sobre os efeitos que a dependência química teve dentro da família. O depoimento ajuda a dimensionar um lado da história que permaneceu durante anos longe dos holofotes: por trás da família conhecida pelas capas de revistas e campanhas internacionais, havia uma longa batalha pessoal que Presley passou a discutir publicamente nos últimos anos.
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Quem era Presley Gerber
Nascido em Beverly Hills, na Califórnia, em 1999, Presley Walker Gerber era o filho mais velho de Cindy Crawford e Rande Gerber e irmão de Kaia. Assim como a irmã, ele entrou cedo no mercado da moda, mas precisou lidar desde o começo com o peso de carregar o sobrenome de uma das mulheres mais famosas da indústria.
Presley foi contratado pela IMG Models ainda adolescente e estreou nas passarelas aos 16 anos, em um desfile da grife italiana Moschino. A partir daí, construiu uma carreira que passou por marcas como Burberry, Dolce & Gabbana, Bottega Veneta, Tommy Hilfiger e Ralph Lauren, além de campanhas para Calvin Klein, Celine, Pepsi e Omega.
Um dos momentos mais conhecidos de sua trajetória ocorreu em 2018, quando Presley apareceu ao lado da mãe em um comercial da Pepsi exibido durante o Super Bowl. A campanha recriava, décadas depois, a participação de Cindy em um dos comerciais mais conhecidos de sua carreira, estabelecendo uma conexão direta entre a trajetória da mãe e a do filho.
No mesmo período, Presley também trabalhou ao lado da irmã Kaia. Os dois participaram de uma campanha da Calvin Klein e dividiram trabalhos na indústria da moda. Em entrevista à People na época, Presley descreveu a família como muito unida e afirmou que trabalhar com Kaia tornava a rotina profissional menos solitária.
Mas Presley não queria ser apenas conhecido como “o filho de Cindy Crawford”. Em uma entrevista publicada pela Vogue em 2019, ele falou justamente sobre a dificuldade de entrar na indústria já carregando um sobrenome famoso. Segundo ele, isso facilitava o acesso a determinadas oportunidades, mas também fazia com que as pessoas chegassem ao seu trabalho com ideias preconcebidas sobre quem ele era.
A tentativa de construir uma identidade própria também apareceu em outras áreas. Além da moda, Presley foi descrito como empreendedor e investidor e manteve projetos ligados às redes sociais e a iniciativas de saúde mental.
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A luta que Presley decidiu tornar pública
Nos últimos anos, a imagem pública de Presley passou a incorporar um assunto muito diferente das passarelas: sua relação com saúde mental, depressão e uso de drogas.
Em participação no podcast Studio 22, em 2023, Presley falou abertamente sobre suas dificuldades pessoais e sobre o desejo de transformar a própria experiência em uma forma de ajudar outras pessoas. Ele afirmou que havia enfrentado problemas de saúde mental e depressão e que esperava que sua história pudesse alcançar pessoas que estivessem passando por situações semelhantes.
A iniciativa também chegou às redes sociais. Presley criou a série “Mental Health Mondays”, na qual abordava saúde mental e recuperação e tentava estimular conversas sobre temas que muitas pessoas preferem manter em silêncio. Em uma das publicações, falou sobre sua experiência em círculos de recuperação e sobre a importância de encontrar pontos de identificação com outras pessoas.
A dependência química também passou a ser mencionada publicamente pela família. Em agosto, Kaia Gerber falou à Vogue sobre o impacto da situação dentro de casa. A modelo contou que, diante das dificuldades enfrentadas pelo irmão, passou durante muito tempo a se enxergar como a pessoa que não deveria criar novas preocupações para os pais.
O relato de Kaia ganhou ainda mais peso porque mostrou que o problema não era tratado pela família como uma questão exclusivamente individual. Segundo ela, a situação afetava todos ao redor, alterando a dinâmica entre os integrantes da família e a maneira como cada um lidava com os próprios problemas.
Em março deste ano, Presley também havia compartilhado nas redes sociais uma experiência relacionada a um tratamento com ibogaína para suas dificuldades com dependência. A publicação fazia parte de uma sequência de tentativas de recuperação que ele havia tornado públicas.
Nada disso, entretanto, permite estabelecer uma relação entre os tratamentos e a causa da morte. A causa da morte ainda não foi divulgada pelas autoridades, e o fato de Presley estar em uma clínica de reabilitação no momento da morte não significa, por si só, que seja possível determinar o que provocou o óbito.

Quem é Cindy Crawford
Para entender o tamanho do impacto da morte de Presley, é preciso entender também quem é sua mãe.
Cindy Crawford, hoje com 60 anos, é uma das principais responsáveis pela transformação da modelo em uma celebridade global. Nascida em Illinois, ela começou a trabalhar como modelo ainda adolescente e chegou à indústria em um período em que o mercado de moda começava a criar uma nova geração de estrelas que ultrapassariam as passarelas.
Cindy ganhou projeção internacional durante os anos 1980 e 1990 e se tornou uma das chamadas supermodelos, ao lado de nomes como Naomi Campbell, Linda Evangelista e Christy Turlington. O grupo se tornou um fenômeno cultural que ultrapassou a moda e chegou à música, televisão, publicidade e entretenimento.
Um dos momentos mais emblemáticos da carreira aconteceu em 1991, quando Cindy participou do desfile da Versace ao lado de Naomi Campbell, Linda Evangelista e Christy Turlington. A apresentação, acompanhada pela música “Freedom! ’90”, de George Michael, tornou-se uma das imagens mais conhecidas da era das supermodelos.
Cindy também ultrapassou os limites tradicionais da profissão. Ela apresentou o programa House of Style, da MTV, trabalhou em campanhas publicitárias e construiu uma presença importante no mercado de beleza e negócios. A trajetória empresarial incluiu a criação da marca de cuidados com a pele Meaningful Beauty e outros empreendimentos.
Outro símbolo de sua popularidade foi o comercial da Pepsi de 1992, no qual aparece saindo de um carro e caminhando em direção a uma loja para comprar o refrigerante. O anúncio se tornou tão associado à imagem da modelo que, 26 anos depois, a própria Pepsi refez a campanha com Cindy — desta vez acompanhada pelo filho Presley.
Cindy também construiu uma vida familiar longe do ritmo frenético que marcou parte de sua carreira. Ela se casou com Rande Gerber em 1998 e teve dois filhos: Presley e Kaia. A família viveu durante anos em Los Angeles e manteve uma relação próxima com o universo da moda, mas Crawford procurou separar a imagem pública do cotidiano familiar.

A mãe, a modelo e a família por trás da fama
A relação entre Cindy e os filhos também ganhou destaque porque Presley e Kaia cresceram literalmente dentro do universo que transformou a mãe em uma celebridade internacional.
Kaia seguiu diretamente os passos de Cindy e se tornou uma das modelos de maior projeção de sua geração. Presley, embora tenha tido uma carreira própria, carregou uma relação diferente com o legado familiar. Em entrevista à Vogue, ele reconheceu que ser filho de uma pessoa tão conhecida poderia abrir portas, mas também criava expectativas e julgamentos prévios.
Cindy, por sua vez, procurou estabelecer uma separação entre sua profissão e o papel de mãe. Em uma entrevista à Vogue, Kaia contou que a mãe costumava deixar o trabalho no estúdio e, quando chegava em casa, tirava a maquiagem e assumia simplesmente o papel de mãe. A intenção, segundo Kaia, era preservar algum espaço familiar diante da exposição pública.
Essa fronteira ficou ainda mais difícil de manter quando os problemas pessoais de Presley vieram à tona. A família manteve discrição durante boa parte do período em que ele enfrentou dificuldades, enquanto o próprio Presley passou gradualmente a falar sobre o assunto em entrevistas e publicações.
A morte agora coloca essa história novamente no centro da atenção pública, mas com uma diferença fundamental: o foco deixa de ser apenas a carreira da família e passa a ser a perda de um jovem de 27 anos que havia construído sua própria trajetória profissional e, nos últimos anos, tentava falar abertamente sobre questões pessoais.
A morte de Presley e o silêncio da família
A notícia da morte foi confirmada por um representante da família. Cindy Crawford, Rande Gerber e Kaia Gerber pediram privacidade diante do momento de luto.
Presley morreu em uma clínica de reabilitação em Los Angeles no domingo (20). Até o momento, as autoridades não divulgaram a causa da morte, e os primeiros relatos indicaram que os procedimentos de investigação ainda estavam em andamento.
A morte também acontece poucas semanas depois de Kaia falar publicamente sobre a dependência do irmão. O depoimento, publicado pela Vogue em agosto, revelou parte do impacto que a situação teve sobre a família e mostrou que Presley continuava sendo uma presença importante na vida dos parentes mesmo enquanto enfrentava dificuldades pessoais.
Para Cindy Crawford, a tragédia encerra uma relação que esteve presente também em sua própria trajetória profissional. Presley não foi apenas seu filho: tornou-se modelo, dividiu campanhas com a mãe e com a irmã e participou de um dos momentos mais simbólicos da carreira de Cindy ao recriar, em 2018, o comercial da Pepsi que havia marcado a imagem da supermodelo décadas antes.
Agora, a família pede espaço para viver o luto longe das câmeras.
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Entenda O Contexto
Presley Gerber nasceu em 1999 e cresceu em uma das famílias mais conhecidas da indústria da moda. Filho de Cindy Crawford e Rande Gerber, ele entrou no mercado ainda adolescente, assinou com agências importantes e construiu uma carreira que passou por desfiles e campanhas de grandes marcas. Ao contrário de permanecer apenas associado ao sobrenome da mãe, Presley falou sobre a dificuldade de construir uma identidade própria diante da fama da família.
Cindy Crawford, por sua vez, se tornou uma das maiores supermodelos dos anos 1980 e 1990. Sua carreira ultrapassou as passarelas e chegou à televisão, publicidade e negócios, com campanhas que se tornaram parte da cultura popular, como o comercial da Pepsi de 1992. Em 2018, ela voltou ao mesmo universo publicitário ao lado de Presley, em uma nova versão exibida durante o Super Bowl.
Nos últimos anos, Presley passou a falar publicamente sobre depressão, saúde mental e dependência química. A irmã Kaia também revelou recentemente que os problemas enfrentados por ele afetaram toda a família. Em março de 2026, Presley compartilhou uma experiência relacionada a um tratamento para dependência, demonstrando que a busca por recuperação continuava.
A morte ocorreu em 20 de setembro, em uma clínica de reabilitação de Los Angeles. A causa ainda não foi divulgada pelas autoridades. A família confirmou a morte e pediu privacidade. Por isso, embora o histórico de Presley inclua problemas de saúde mental e dependência, não é possível afirmar que esses fatores tenham causado sua morte sem uma conclusão oficial da investigação.
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