Empate técnico com 4 candidatos domina disputa ao Senado em SP

Pesquisa revela cenário equilibrado entre quatro postulantes ao Senado em São Paulo, indicando disputa acirrada e incerta.
Redação NC News
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Duas novas pesquisas eleitorais para o Senado em São Paulo colocam André do Prado (PL), Guilherme Derrite (PP), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) em empate técnico pela liderança, enquanto Ricardo Salles (Novo) perde fôlego e se distancia do pelotão principal.

Cenário dividido entre quatro nomes fortes

O levantamento do Paraná Pesquisas, feito com 1.600 eleitores entre 19 e 21 de setembro, registra a arrancada de André do Prado. Segundo o instituto, “ele foi de 19,3% a 25% e passou a empatar na liderança com Simone Tebet (PSB), Guilherme Derrite (PP) e Marina Silva (Rede)”. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

No mesmo estudo, Ricardo Salles aparece em queda acentuada. O instituto aponta que “Ricardo Salles (Novo) perdeu quase seis pontos percentuais, e foi de 16,4% a 10,6%”. O resultado isola o ex-ministro em um segundo pelotão e reduz, por ora, suas chances de disputar uma das duas cadeiras de São Paulo no Senado.

Outro instituto confirma disputa acirrada

Pesquisa do Real Time Big Data, realizada com 2.000 eleitores entre 16 e 19 de setembro, reforça o quadro de equilíbrio. O instituto registra que “Guilherme Derrite (PP-SP) está numericamente à frente, com 20%, seguido pelo deputado estadual André do Prado (PL-SP), que tem 18%”. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

No mesmo levantamento, “Simone Tebet (PSB) pontua 17% e a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) aparece com 14%”. Considerando a margem de erro, os quatro estão tecnicamente empatados. A pesquisa custou R$ 30.000, foi paga com recursos próprios do instituto e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número SP-07495/2026.

Mudança de forças e impacto partidário

As duas sondagens, ambas registradas no Tribunal Superior Eleitoral – o Paraná Pesquisas sob o protocolo SP-03057/2026 –, apontam para um cenário de alta competitividade. O crescimento de André do Prado, em contraste com a queda de Salles, reposiciona o PL e fragiliza a aposta do Novo em São Paulo.

O desempenho de Derrite, numericamente à frente em uma das pesquisas, reforça o espaço da direita e do bolsonarismo no estado. Já Simone Tebet e Marina Silva dão lastro ao campo de centro-esquerda e do ambientalismo, o que torna a disputa pelo Senado um termômetro direto das forças nacionais em disputa, com reflexos na correlação de forças do Congresso.

Eleições abertas e corrida por alianças

Com quatro candidatos em empate técnico e um quinto nome relevante correndo por fora, o eleitor paulista se vê diante de um quadro fragmentado. A divisão das intenções de voto tende a estimular campanhas mais agressivas em busca de segmentos específicos, como o eleitorado evangélico, os moradores de periferia e o público ligado à agenda ambiental.

Com a indefinição atual, comandos partidários e coordenadores de campanha monitoram cada décimo de ponto. O avanço de André do Prado pode atrair mais recursos e tempo de exposição, enquanto Simone Tebet e Marina Silva precisam impedir que a disputa se polarize apenas entre nomes apoiados por estruturas da direita tradicional.

O que pode mudar até o dia da votação

A experiência recente mostra que disputas para o Senado em São Paulo costumam ser voláteis, especialmente quando há duas vagas em disputa. Pesquisas sucessivas podem influenciar a dinâmica, fortalecendo candidaturas percebidas como “viáveis” e pressionando nomes em queda a rever estratégias ou buscar alianças de última hora.

A partir de agora, a tendência é de intensificação de agendas pelo interior, participação em debates e maior investimento em comunicação digital. O desempenho de cada candidato nas próximas pesquisas vai orientar decisões sobre concentração de recursos, ataques públicos e tentativas de colar ou descolar imagens de lideranças nacionais.

O tabuleiro, por enquanto, permanece completamente aberto. Com quatro nomes competitivos e um ambiente de forte polarização política, a disputa pelas duas cadeiras de São Paulo no Senado se desenha como uma das mais imprevisíveis do país e deve seguir sob lupa até o dia da eleição.

Quem lidera hoje a disputa ao Senado em São Paulo?

As duas pesquisas mais recentes mostram quatro candidatos embolados: André do Prado (PL), Guilherme Derrite (PP), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) aparecem tecnicamente empatados nas intenções de voto, com variações entre 14% e 25%, dentro das margens de erro de 2 e 2,5 pontos percentuais.

Qual é a situação de Ricardo Salles na corrida?

Ricardo Salles (Novo) hoje está em posição desfavorável: no Paraná Pesquisas ele cai de 16,4% para 10,6%, ficando atrás do bloco principal; no levantamento Real Time Big Data sua candidatura “corre por fora”, sem atingir o patamar de competitividade dos quatro primeiros colocados.


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