A crise na educação pública do Distrito Federal dominou o debate promovido pelo Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) nesta segunda-feira (21). O encontro reuniu seis candidatos na sede da entidade e foi marcado por críticas à ausência da governadora Celina Leão (PP), que busca a reeleição, além de discussões sobre indicadores educacionais, atendimento em creches e contratação de professores temporários.
O desempenho do Distrito Federal no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), referente ao ciclo de 2025, também entrou no centro das discussões. Durante os questionamentos feitos pela direção do sindicato e nos confrontos entre os próprios candidatos, os números foram usados pelos participantes para criticar as políticas adotadas pela atual gestão.
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Entenda o que aconteceu
A ausência de Celina Leão foi um dos principais pontos explorados pelos adversários durante a sabatina. O ex-governador José Roberto Arruda (PSD) criticou a falta da candidata e afirmou que o problema da educação no DF estaria relacionado à definição das prioridades de investimento.
“A ausência da Celina neste debate mostra o desprezo da governadora com a área da Educação”, afirmou Arruda.
O candidato também sustentou que, na avaliação dele, o problema não estaria na disponibilidade de recursos, mas na forma como o orçamento é aplicado.
Leandro Grass, por sua vez, fez críticas à situação atual da rede pública e classificou o momento vivido pela educação do Distrito Federal como o “pior momento da história do DF”. A declaração foi apresentada pelo candidato como uma crítica à condução administrativa da área.
Vagas em creches entram no debate
Paula Belmonte (PSDB) também criticou a ausência da governadora e questionou o discurso oficial sobre o atendimento de crianças em creches no Distrito Federal.
“O governo fala que a fila das creches está zerada e nós sabemos que é mentira”, afirmou a candidata.
Belmonte também estabeleceu uma comparação entre a administração de Celina Leão e a gestão do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB).
O tema das creches apareceu no debate como uma das questões relacionadas à educação infantil e ao atendimento oferecido pela rede pública. A afirmação sobre a existência ou não de fila, porém, depende de dados oficiais e do critério utilizado para medir a demanda.
Outros candidatos também aproveitaram o encontro para apresentar críticas a administrações anteriores. Ricardo Cappelli, por exemplo, direcionou parte de sua fala ao histórico de governos do PT no Distrito Federal.
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Temporários viram alvo de críticas
Um dos temas que mais mobilizou os candidatos e o público presente foi a utilização de contratos temporários na educação pública, em vez do preenchimento definitivo de vagas por servidores efetivos.
Kiko Caputo (Novo) criticou o modelo e afirmou que pretende zerar o cadastro reserva do concurso realizado em 2022 caso seja eleito.
“A questão dos temporários é indigna. Virou política de Estado pelo simples fato de ser, teoricamente, mais econômica. Vamos fazer concursos periódicos e eu vou nomear todos os aprovados”, afirmou Caputo.
A discussão colocou em evidência uma das principais reivindicações da categoria: a redução da dependência de contratos temporários e a convocação de candidatos aprovados em concursos públicos.
Ausência de Celina domina críticas da oposição
A não participação da governadora foi retomada em diferentes momentos do debate e acabou se tornando um dos principais pontos de confronto entre os candidatos presentes.
As críticas foram apresentadas pelos adversários como uma cobrança por maior participação da atual chefe do Executivo em encontros promovidos por entidades representativas dos servidores e profissionais da educação.
Ao mesmo tempo, os candidatos utilizaram o espaço para apresentar propostas e críticas relacionadas ao funcionamento da rede pública, incluindo contratação de professores, educação infantil e aplicação de recursos.
Entenda o contexto
O debate do Sinpro-DF ocorre em meio à disputa eleitoral pelo comando do Distrito Federal e colocou a educação entre os temas centrais das discussões entre os candidatos.
Além dos indicadores educacionais, questões como contratação de professores, concursos públicos, atendimento em creches e financiamento da rede foram utilizadas pelos participantes para diferenciar propostas e criticar administrações anteriores.
A ausência de Celina Leão, por sua vez, tornou-se um dos principais elementos políticos do encontro, já que os demais candidatos puderam concentrar críticas na atual gestão sem a presença da governadora para responder diretamente aos questionamentos.
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