A Polícia Federal indiciou Flávia Júdice Neto, ligada ao desembargador Macário Júdice Neto, no desdobramento de uma investigação que apura o repasse ilegal de dados sigilosos e possível envolvimento com organização criminosa.
Desembargador segue preso, mas não foi indiciado
O magistrado Macário Júdice Neto está detido desde dezembro de 2025, suspeito de atrapalhar investigações em curso. Conforme a apuração, ele teria acesso e compartilhado informações relacionadas à Operação Zargun.
Por conta do foro privilegiado, o caso do desembargador tramita em instância superior, o que impede seu indiciamento neste momento.
Ex-assessora atuava na Alerj
Flávia exercia função comissionada na Alerj e pediu exoneração do cargo em novembro de 2025, antes da intensificação das investigações.
A residência do casal, localizada no Espírito Santo, foi alvo de mandado de busca e apreensão no fim do ano passado. Na ocasião, o foco da operação era o desembargador.
Outros investigados incluem políticos e aliados
A Polícia Federal também indiciou o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva e o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar.
Eles são investigados por suposta ligação com o Comando Vermelho e por participação em vazamento de informações que beneficiariam atividades ilegais.
Esquema envolvia acesso a dados sigilosos
Segundo as investigações, o grupo atuava para obter informações privilegiadas dentro de órgãos públicos, garantindo vantagem para organizações criminosas.
Há ainda indícios de participação em negociações ilegais de armamentos e equipamentos de uso restrito.
Suspeita de destruição de provas e tentativa de fuga
O caso também envolve apuração sobre possível ocultação de provas e apoio a investigados para evitar ações policiais, fatos que vieram à tona durante a Operação Zargun.
A defesa de Rodrigo Bacellar afirma que não há provas consistentes e classifica o indiciamento como indevido. Os advogados sustentam que as acusações são baseadas em suposições.
Investigação segue e pode ter novos desdobramentos
A Polícia Federal segue com as diligências para identificar outros possíveis envolvidos e ampliar o entendimento sobre a estrutura do esquema.
O caso levanta suspeitas sobre infiltração criminosa em instituições públicas e uso indevido de informações estratégicas.