Professora é demitida após ser flagrada esfregando prova no rosto de aluno em BH

Docente atuava em escola estadual no bairro Providência e foi dispensada após processo administrativo; Polícia Civil também investiga o caso
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A professora da Escola Estadual Celmar Botelho Duarte, no bairro Providência, na Região Norte de Belo Horizonte, foi demitida nesta quarta-feira (23) após ser investigada por esfregar uma prova no rosto de um aluno de 8 anos, estudante do 3º ano do ensino fundamental. A dispensa foi confirmada pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG).

O episódio foi registrado por uma câmera de segurança da sala de aula e chegou ao conhecimento da família da criança. A mãe registrou um boletim de ocorrência e relatou que o filho ficou abalado e com medo de voltar às aulas.

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Entenda o que aconteceu

O caso aconteceu durante a devolução de avaliações corrigidas para uma turma do 3º ano do ensino fundamental. Nas imagens de segurança, a professora aparece se aproximando do estudante e passando a folha da prova contra o rosto dele, diante dos demais alunos.

A família tomou conhecimento do episódio ao assistir às imagens e procurou a escola. Segundo a mãe, o menino ficou profundamente envergonhado e passou a demonstrar medo de encontrar a professora.

A criança foi posteriormente transferida para outra turma, enquanto a professora havia sido afastada das atividades em sala durante a apuração.

Secretaria abriu processo administrativo

Segundo a SEE/MG, a Superintendência Regional de Ensino (SRE) Metropolitana C adotou as providências cabíveis assim que recebeu a denúncia e abriu um Processo Administrativo Simplificado (PAS) para apurar os fatos.

A secretaria informou que a professora trabalhava sob regime de contrato e que foi dispensada do cargo, deixando de integrar o quadro de servidores da rede estadual.

Aluno recebe acompanhamento

A SEE/MG informou que o Núcleo de Atendimento Educacional (NAE) também foi acionado para acolher e acompanhar o estudante envolvido.

Em nota, a secretaria afirmou que não compactua com eventuais desvios de conduta e que escolas e educadores são orientados sobre a postura adequada nas relações interpessoais no ambiente escolar.

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Mãe afirma que filho ficou abalado

A mãe da criança relatou que o menino ficou profundamente constrangido depois do episódio e passou a demonstrar receio de encontrar a professora. Segundo ela, o filho não queria mais ir às aulas.

A responsável também afirmou que já havia procurado a escola e conversado sobre dificuldades apresentadas pelo filho em sala, como atenção, conversa e organização. Ela disse reconhecer que a criança poderia apresentar esses comportamentos, mas defendeu que eventuais intervenções fossem feitas sem humilhação ou constrangimento.

Polícia Civil também investiga o caso

Além da apuração administrativa realizada pela Secretaria de Educação, o caso é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais.

A mãe registrou boletim de ocorrência após tomar conhecimento das imagens. A Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente passou a apurar a denúncia.

Entenda o contexto

O episódio ocorreu em uma escola estadual localizada no bairro Providência, na Região Norte de Belo Horizonte. A denúncia ganhou repercussão depois que imagens do circuito interno mostraram a professora aproximando a prova do rosto do estudante durante a entrega das avaliações.

Inicialmente, a professora foi afastada das atividades em sala. Após a abertura do Processo Administrativo Simplificado, a SEE/MG confirmou nesta quarta-feira (23) a dispensa da profissional, que atuava sob contrato.

A investigação policial continua para apurar as circunstâncias do episódio.

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