O Irã realizou a execução de um jovem atleta ligado à seleção de wrestling, em um caso associado às manifestações contra o governo registradas recentemente. A informação foi divulgada por meios oficiais e confirmada por entidades de direitos humanos.
A morte por enforcamento ocorre em um cenário de forte repressão estatal às mobilizações populares.
Jovem integrava seleção e competia fora do país
O lutador Saleh Mohammadi, de apenas 19 anos, participava de competições internacionais representando o país. Outras duas pessoas, Mehdi Ghasemi e Saeed Davoudi, também foram executadas no mesmo caso.
De acordo com a versão oficial, os três teriam envolvimento na morte de agentes de segurança durante protestos ocorridos no início do ano.
Protestos desencadearam reação dura do governo
As manifestações começaram no fim de 2025 e se espalharam por diversas regiões, sendo contidas com ações rigorosas das autoridades.
As execuções são apontadas como as primeiras diretamente ligadas a esses atos, o que levanta preocupações sobre o aumento da repressão.
Entidade aponta falhas no processo judicial
A organização Iran Human Rights criticou a condução do caso e afirmou que os acusados foram condenados também com base no crime de “moharebeh”, expressão usada no país para enquadrar atos considerados como ameaça ao Estado.
Segundo a entidade, há indícios de que confissões tenham sido obtidas sob pressão, o que comprometeria a legalidade das decisões.
Comunidade internacional acompanha com preocupação
O episódio reforça alertas sobre a situação dos direitos humanos no Irã. Organizações independentes indicam que outras pessoas ainda enfrentam acusações graves relacionadas aos protestos.
Há temor de que novas execuções sejam realizadas, ampliando a tensão política e a repercussão internacional do caso.