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Pesquisa Real Time Big Data expõe empate Lula x Flávio

Levantamento revela empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro na corrida presidencial para o segundo turno.
Redação NC News
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Uma nova pesquisa nacional da Real Time Big Data coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em empate técnico pela Presidência. O levantamento, divulgado hoje, indica vantagem numérica mínima do parlamentar no segundo turno, dentro da margem de erro.

A sondagem ajuda a desenhar um retrato imediato da sucessão presidencial e reforça a polarização. O cenário indica que a eleição entra em modo de campanha antecipada, com impacto direto nas decisões de partidos, investidores e governo.

Retrato do primeiro turno mostra Lula na frente

A pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04202/2026, ouviu 2.000 eleitores entre 19 e 23 de setembro, por telefone e com recrutamento digital. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

No cenário estimulado de primeiro turno, quando os nomes dos candidatos são apresentados, Lula aparece com 41% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro soma 37%, em uma diferença que, embora numérica, também se encaixa na margem de erro e reforça a ideia de disputa apertada.

Os demais nomes testados ficam bem atrás, o que consolida o protagonismo de Lula e Flávio na disputa nacional. O bloco de votos em branco e nulos oscila entre 8% e 10%, enquanto os indecisos variam de 3% a 8%, a depender do cenário, espaço suficiente para alterar o quadro em pouco tempo.

Segundo turno expõe polarização máxima

Quando o instituto simula um segundo turno direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, o senador surge com 45% das intenções de voto, contra 44% do presidente. A Real Time Big Data registra que, nesse cenário, “Flávio Bolsonaro aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Lula tem 44%”. Tecnicamente, os dois seguem empatados.

Os votos em branco e nulos somam 8% e 3% dos entrevistados não sabem ou não respondem, números que podem se tornar decisivos em uma disputa desse nível de equilíbrio. O resultado reforça a avaliação de que a eleição caminha para ser definida por detalhes de campanha, alianças regionais e desempenho em debates.

O levantamento também mede o chamado potencial de voto, isto é, a soma de quem votaria com certeza em um candidato e quem poderia votar. Nesse recorte, Lula tem 49% de potencial, enquanto Flávio atinge 47%. O instituto destaca que “30% dos entrevistados afirmam que votariam com certeza no candidato do PT e outros 19% responderam que poderiam votar nele”. No caso do senador, 24% dizem que votariam com certeza e 23% poderiam votar.

Lula testa força contra outros adversários

A pesquisa avalia ainda Lula em simulações contra outros nomes que circulam no cenário nacional. Em um confronto com Ronaldo Caiado (PSD), há empate exato: 44% para cada um. Brancos e nulos chegam a 8% e 4% não sabem ou não respondem, o que mantém a disputa em aberto.

Contra Romeu Zema (Novo), o presidente abre vantagem numérica: 45% a 39%. Nesse quadro, 9% declaram voto em branco ou nulo, e 7% se dizem indecisos. O sinal é de que o governador mineiro, embora competitivo, ainda não rompe a barreira da polarização principal.

No embate com Renan Santos (Missão), líder do MBL, Lula registra 44% contra 38% do adversário. Brancos e nulos sobem a 10%, e os indecisos chegam a 8%, mostrando um eleitorado mais disperso quando a disputa envolve um nome menos consolidado nacionalmente.

Já diante do escritor Augusto Cury (Avante), o petista volta a uma situação de empate técnico no limite da margem de erro: 44% a 43%. Nulos e brancos representam 8%, e 5% dos entrevistados não sabem ou não respondem. O quadro sugere que qualquer candidatura com alguma notoriedade pública pode capturar fatias relevantes de voto, ainda que sem liderar o jogo.

Eleitorado dividido e espaço para viradas

O conjunto de números confirma uma tendência central: o país segue profundamente dividido. O potencial de voto próximo entre Lula e Flávio Bolsonaro indica duas bases robustas e mobilizadas, com pouco trânsito entre si. A disputa se concentra na fatia minoritária, mas decisiva, de eleitores flutuantes e descontentes.

O próprio instituto ressalta um dado estrutural da disputa: “Para a eleição presidencial terminar no primeiro turno, um candidato precisa receber mais de 50% dos votos válidos”. Com Lula estacionado em 41% e Flávio em 37% no primeiro turno, a possibilidade de vitória já na primeira rodada parece distante, ao menos hoje.

O tamanho do bloco de brancos, nulos e indecisos, que chega a 18% em alguns cenários, indica um eleitorado sensível a fatos novos. Crises econômicas, denúncias de corrupção, avanços em programas sociais ou erros de comunicação de campanha podem deslocar essa parcela de um lado a outro, em movimentos rápidos.

Para partidos aliados, os números funcionam como um aviso. Siglas que orbitam os dois polos principais passam a ter um peso maior na formação de palanques estaduais e no tempo de exposição na TV e nas redes. Candidaturas médias, que não despontam para o segundo turno, podem decidir a disputa pelo tipo de apoio que oferecerem.

No mundo econômico, o retrato de empate técnico tende a alongar o período de incerteza. Empresários e investidores acompanham o vai e vem das pesquisas em busca de sinais sobre a direção da política econômica a partir de 2027. Cada nova sondagem ganha potencial de provocar ajustes de humor em mercados e negociações em Brasília.

O registro da pesquisa no TSE e a divulgação da metodologia — 2.000 entrevistas, entrevistas telefônicas, margem de erro de dois pontos e intervalo de confiança de 95% — reforçam a transparência do levantamento. O uso de recursos próprios pelo instituto reduz suspeitas sobre interferência de contratantes na definição do questionário.

Os próximos meses tendem a ser de acirramento. Lula e Flávio Bolsonaro devem intensificar viagens, agendas regionais e negociações de alianças para tentar ocupar o espaço dos indecisos antes que surjam novos fatos políticos. Debates, crises e reacomodações partidárias vão testar a resistência dos percentuais medidos agora. Se o cenário mantiver a atual simetria, o país caminha para um segundo turno tenso e imprevisível, em que qualquer ponto percentual pode decidir o resultado.

Quais são os números da pesquisa Real Time Big Data para a eleição presidencial?

A pesquisa Real Time Big Data para a Presidência em 2026 mostra Lula com 41% e Flávio Bolsonaro com 37% no primeiro turno, e um segundo turno em empate técnico, com Flávio em 45% e Lula em 44%; o levantamento ouviu 2.000 eleitores e registra brancos, nulos e indecisos somando até 18% em alguns cenários.

Qual é o potencial de voto de Lula segundo a nova pesquisa Real Time Big Data?

O potencial de voto de Lula na pesquisa Real Time Big Data chega a 49%, somando 30% de eleitores que declaram votar nele com certeza e 19% que dizem poder votar, indicador que mostra uma base consolidada e, ao mesmo tempo, algum espaço adicional de crescimento em um ambiente de forte polarização.

Como a pesquisa Real Time Big Data mostra a disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno?

A pesquisa Real Time Big Data mostra a disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula em segundo turno como um empate técnico, com o senador em 45% e o presidente em 44%, diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que indica uma corrida aberta que pode ser decidida por indecisos, brancos e nulos.

Como a pesquisa Real Time Big Data influencia a percepção sobre a eleição presidencial?

A pesquisa Real Time Big Data, ao registrar Lula com 41% e Flávio Bolsonaro com 37% no primeiro turno e 45% a 44% no segundo turno, reforça a leitura de uma eleição polarizada, sem favorito claro, o que estimula campanhas mais agressivas, reorganiza alianças partidárias e prolonga a incerteza política e econômica até o segundo turno.

Qual é a diferença entre a pesquisa Real Time Big Data e outras pesquisas eleitorais?

A pesquisa Real Time Big Data divulgada hoje se diferencia por usar 2.000 entrevistas por telefone com recrutamento digital, margem de erro de dois pontos percentuais e recursos próprios, enquanto outros institutos podem variar em amostra, método de coleta, financiadores e frequência de campo, gerando retratos complementares e não necessariamente conflitantes do mesmo cenário.


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