Uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais contra uma organização criminosa apontada como ligada ao Comando Vermelho prendeu 12 pessoas nesta quinta-feira (24). A ação teve alvos em Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo e mobilizou equipes especializadas no combate ao crime organizado.
Batizada de Operação Red Card, a ofensiva é conduzida pelo Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), em conjunto com a Diretoria de Inteligência Policial (DIP). Ao todo, foram expedidos 49 mandados judiciais, sendo 16 de prisão e 33 de busca e apreensão.
A investigação apura suspeitas de tráfico interestadual de drogas, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, as apurações tiveram início em maio de 2025 e identificaram uma estrutura criminosa com atuação para além de Minas Gerais.
Betim concentra parte dos alvos
Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Betim está entre os principais pontos da investigação. Mandados também foram cumpridos em municípios como Contagem, Mário Campos, São Joaquim de Bicas e Ribeirão das Neves.
Fora de Minas Gerais, a operação chegou a Praia Grande, no litoral de São Paulo. Entre os presos estão dois homens apontados pela Polícia Civil como lideranças do Comando Vermelho na cidade paulista.
De acordo com os investigadores, os dois levavam uma vida considerada incompatível com fontes lícitas de renda, com imóveis de alto padrão e veículos de elevado valor. A movimentação financeira chamou a atenção dos investigadores e contribuiu para o avanço das apurações.
Polícia investiga ligação com o Comando Vermelho
Segundo a Polícia Civil, a conexão com o Comando Vermelho teria sido identificada principalmente a partir da relação entre lideranças criminosas de Betim e um integrante da facção que estaria foragido no Rio de Janeiro.
Os investigadores passaram a acompanhar a estrutura financeira e operacional do grupo, buscando identificar pessoas responsáveis pela movimentação de dinheiro, fornecimento de drogas e armas e outros integrantes que atuariam em diferentes estados.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, celulares e outros materiais considerados relevantes para a investigação foram apreendidos. O conteúdo será analisado pelos investigadores e poderá contribuir para identificar novas movimentações financeiras e outros possíveis integrantes do esquema.
Justiça determina bloqueio milionário
Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o sequestro de aproximadamente R$ 44 milhões em bens relacionados aos investigados.
A medida busca atingir a estrutura financeira da organização investigada e impedir a movimentação de patrimônio que, segundo a investigação, possa estar relacionado às atividades criminosas.
A apuração sobre lavagem de dinheiro é uma das frentes da Operação Red Card. A Polícia Civil investiga os caminhos utilizados pelo grupo para movimentar e ocultar recursos supostamente provenientes das atividades ilegais.
Operação ultrapassou as fronteiras de Minas
A presença de alvos em diferentes estados é um dos elementos destacados pela investigação. A Polícia Civil apura uma estrutura que teria conexões interestaduais para movimentação de drogas, armas e recursos financeiros.
Com o cumprimento dos mandados, a investigação entra em uma nova etapa. Celulares, documentos e demais materiais recolhidos serão submetidos a análise, enquanto a polícia tenta localizar outros investigados que ainda são procurados.
O balanço da operação foi atualizado ao longo desta quinta-feira. Informações divulgadas nas primeiras horas da ação apontavam um número menor de prisões, mas a atualização mais recente informou 12 pessoas presas.
