Morte de Amilton Filho faz Caiado cancelar agenda e provoca luto na política de Goiás

Deputado estadual falece em colisão na BR-050, gerando comoção e suspensão de atividades políticas em Goiás.
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O deputado estadual Amilton Filho (MDB), de 41 anos, morreu na madrugada deste sábado (26) após um acidente na BR-050, próximo ao aeroporto de Cristalina, no Entorno do Distrito Federal. O parlamentar retornava de uma agenda de campanha quando o veículo em que estava bateu contra um caminhão. O motorista e um videomaker que acompanhavam Amilton foram socorridos e levados ao Hospital Municipal Chaud Salles. As circunstâncias da colisão são investigadas.

A morte interrompe a campanha de Amilton pela reeleição e provoca uma série de manifestações no meio político de Goiás. O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (União Brasil), decretou cinco dias de luto oficial no Legislativo e cancelou a própria agenda deste sábado. Ronaldo Caiado (PSD), candidato à Presidência da República, também suspendeu todos os compromissos previstos para o dia.

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Quem era Amilton Filho

Natural de Anápolis, Amilton Batista de Faria Filho nasceu em 27 de julho de 1985. Formado em Direito pela UniEvangélica, começou a participar da política ainda durante a faculdade, no movimento estudantil. Antes de se dedicar aos mandatos eletivos, trabalhou como servidor público estadual entre 2007 e 2017.

A carreira política começou em Anápolis. Amilton foi eleito vereador pela primeira vez em 2012, com 2.965 votos, e exerceu dois mandatos na Câmara Municipal. Entre 2017 e 2018, presidiu o Legislativo anapolino.

Em 2018, chegou à Assembleia Legislativa pela primeira vez, eleito com 16.486 votos. Quatro anos depois, já filiado ao MDB, foi reeleito com 46.556 votos. Em 2026, estava no segundo mandato estadual e concorria novamente a uma vaga na Alego.

Papel de Amilton na Assembleia

Na atual legislatura, Amilton ocupava a presidência da Comissão de Constituição e Justiça e Redação (CCJ), um dos principais colegiados da Assembleia. A comissão analisa a constitucionalidade, a legalidade e a técnica legislativa das propostas que tramitam na Casa.

O deputado também era vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor e integrava, como titular, as comissões de Educação e de Organização dos Municípios. Entre as pautas associadas ao seu mandato estavam educação, saúde, geração de empregos, renda e questões relacionadas aos municípios.

A atuação de Amilton também tinha ligação direta com o governo estadual. Em abril deste ano, o governador Daniel Vilela afirmou que o deputado era um “grande parceiro” do governo na Assembleia e destacou sua participação na condução e defesa de projetos do Executivo.

Reações após a morte

A morte provocou manifestações de políticos de diferentes partidos e a suspensão de compromissos eleitorais em Goiás.

O governador Daniel Vilela (MDB) lamentou a morte e destacou a relação de amizade e confiança construída com Amilton ao longo dos últimos anos. Segundo Vilela, o deputado deixa uma trajetória de dedicação à vida pública e a Goiás, especialmente a Anápolis, cidade onde nasceu e construiu sua carreira. O governador também decretou luto oficial no Estado por três dias e cancelou compromissos previstos para o fim de semana.

Bruno Peixoto, presidente da Alego, chamou Amilton de amigo e companheiro de caminhada política. Além de decretar cinco dias de luto no Legislativo, Peixoto cancelou sua agenda de campanha. Em mensagem publicada nas redes sociais, afirmou que a perda deixava saudade e agradeceu pelos momentos compartilhados com o deputado.

Ronaldo Caiado também cancelou toda a agenda de campanha deste sábado. O ex-governador participaria de uma carreata em Cristalina ao lado de Amilton e tinha compromissos previstos ainda em Luziânia, Valparaíso de Goiás e Águas Lindas de Goiás.

Ao lamentar a morte, Caiado destacou a atuação de Amilton na Assembleia e durante seu governo. Segundo o ex-governador, o deputado era “muito importante” como parlamentar e na presidência da CCJ. Caiado também afirmou que Amilton tinha capacidade de construir entendimentos e consensos e o descreveu como amigo, pai de família e liderança política.

O deputado estadual Dr. George Morais (MDB) afirmou que Amilton era dedicado, tinha projetos para Goiás e ainda tinha uma longa trajetória pela frente. Já o deputado Amauri Ribeiro (PL) lamentou a morte e destacou que o parlamentar deixa esposa e dois filhos.

Outros candidatos também interromperam compromissos eleitorais. As agendas dos deputados Antonio Gomide (PT), Charles Bento (MDB) e Cristiano Galindo (Solidariedade) foram canceladas em razão da morte.

Luto também em Anápolis

A repercussão chegou à cidade onde Amilton construiu sua carreira política. Anápolis decretou luto oficial após a confirmação da morte, enquanto autoridades municipais e lideranças locais divulgaram homenagens ao deputado. A cidade também receberá o velório do parlamentar.

Amilton deixa a esposa, Ana Caroline Guimarães, e os filhos Samuel e Laura. O velório está previsto para ocorrer no Ginásio Internacional Newton de Faria, em Anápolis.

Acidente aconteceu durante campanha

Amilton estava em campanha pela reeleição e havia cumprido agenda política antes do acidente. Ele tinha compromissos previstos em Cristalina neste sábado, incluindo uma carreata que seria realizada com a participação de Ronaldo Caiado.

Segundo as informações divulgadas pela Assembleia e pelo gabinete do parlamentar, o veículo bateu contra um caminhão nas proximidades do aeroporto de Cristalina. Amilton estava no banco dianteiro direito e morreu no local. Os outros dois ocupantes foram encaminhados para atendimento médico.

As causas e a dinâmica da colisão ainda estão sob investigação. Relatos apresentados pelos sobreviventes apontam uma dinâmica específica para a batida, mas essas informações ainda dependem da apuração oficial e, portanto, não são tratadas nesta matéria como conclusão sobre o acidente.

O que muda na Assembleia

A morte de Amilton deixa uma vaga no Parlamento estadual e também provoca uma mudança imediata na condução da CCJ, comissão que era presidida pelo deputado. A definição sobre a sucessão do mandato e sobre a nova composição do colegiado deverá seguir os procedimentos eleitorais e regimentais aplicáveis.

A trajetória de Amilton, que começou na Câmara Municipal de Anápolis e chegou à presidência de uma das principais comissões da Assembleia, faz da morte um acontecimento com impacto não apenas pessoal e eleitoral, mas também institucional para o Legislativo goiano.

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