O cenário se agravou no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, neste sábado (26). Passageiros que já estavam dentro das aeronaves, prontos para decolar, foram orientados a desembarcar. No terminal, o acúmulo de pessoas aumentou o transtorno, enquanto passageiros relatam perda de conexões e longas esperas.
Até agora, a confirmação que chegou ao NC News é de que um buraco na pista provocou a interrupção das operações de pousos e decolagens. As informações sobre a extensão do problema ainda são desencontradas e não há previsão para que o aeroporto volte a operar normalmente.
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Aeroporto de Confins está fechado por buraco na pista e cerca de 60 voos sofrem atrasos
Caos aumenta e passageiros perdem conexões
A interrupção já não afeta apenas quem tinha Confins como ponto de partida ou destino.
Passageiros que dependiam de conexões foram prejudicados porque os atrasos e a paralisação de pousos e decolagens comprometem a sequência de viagens programadas. Uma aeronave que não consegue sair de Belo Horizonte também pode deixar de cumprir o próximo trecho previsto para aquele avião.
O resultado é um efeito em cadeia que pode atingir passageiros, aeronaves e tripulações em diferentes aeroportos.
NC News mostrou o problema desde o início
Na primeira reportagem publicada pelo NC News neste sábado, a informação era de que o problema na pista já havia provocado forte impacto na operação de Confins.
VEJA
Naquele momento, cerca de 60 voos estavam afetados e havia 27 aeronaves aguardando autorização para decolar. Também havia informação de que uma aeronave teria precisado realizar um pouso em situação de emergência.
Agora, a situação avançou: passageiros que já estavam embarcados foram retirados das aeronaves e os relatos de perda de conexões mostram que o problema passou a afetar diretamente a rotina de quem está no aeroporto.

Por que um problema em Confins pode afetar outros estados?
Confins tem papel importante na malha aérea brasileira e recebe voos domésticos e internacionais. A estrutura do aeroporto é autorizada para operações com aeronaves de grande porte. (ANAC)
Além dos passageiros que têm Belo Horizonte como origem ou destino final, o aeroporto recebe pessoas que utilizam o terminal para fazer conexões.
Por isso, uma paralisação prolongada pode provocar um efeito cascata.
Uma aeronave que deveria sair de Confins pode deixar de chegar ao próximo aeroporto. Um avião que deveria pousar em Belo Horizonte pode precisar aguardar ou seguir para um aeroporto de alternativa. E passageiros que tinham conexões programadas podem perder o voo seguinte.
A programação de voos que passa por Confins inclui ligações com diversas regiões do país, o que ajuda a dimensionar como uma interrupção prolongada pode repercutir além de Minas Gerais. Dados de programação consultados neste sábado mostram, por exemplo, voos previstos entre Confins e cidades como Brasília, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza, Porto Velho e outras localidades. (MarineTraffic)
Para onde podem ir os voos que deveriam pousar em Confins?
Não existe um único aeroporto para onde todos os voos serão automaticamente transferidos.
A alternativa depende de cada operação, levando em consideração o tipo de aeronave, autonomia, condições meteorológicas, infraestrutura disponível e capacidade do aeroporto que poderá receber o avião.
A Pampulha, em Belo Horizonte, é uma possibilidade para determinadas operações, mas não pode ser tratada como substituta automática de Confins. A ANAC certificou recentemente o aeroporto para operações compatíveis com o código de referência 4C ou inferior e estabeleceu restrições operacionais específicas. (ANAC)
Por isso, aeronaves também podem ser direcionadas para outros aeroportos, dependendo da avaliação operacional de cada companhia e das condições existentes no momento.
O problema pode continuar mesmo depois que a pista for liberada
Um dos pontos mais importantes agora é que a liberação da pista não significa necessariamente o fim imediato do transtorno.
Se aeronaves permanecerem fora de suas posições originais, a malha aérea precisará ser reorganizada. Passageiros que perderam conexões terão de ser reacomodados, enquanto aviões e tripulações precisarão voltar à programação.
Quanto maior o período de interrupção, maior pode ser o tempo necessário para recuperar a operação.
O que ainda não foi esclarecido
Apesar da confirmação sobre o buraco na pista, ainda não há informações definitivas sobre:
- a extensão do dano;
- a causa do buraco;
- o tempo necessário para o reparo;
- a previsão de liberação da pista;
- o número final de voos cancelados;
- o número de voos desviados;
- quais aeroportos estão recebendo aeronaves que não conseguem pousar em Confins;
- o total de passageiros afetados.
O aeroporto continua sob acompanhamento das autoridades e das companhias aéreas.
Confins segue sem previsão de normalização
Até o momento, não há previsão para a retomada normal das operações.
O que começou como um problema localizado na pista já provoca reflexos dentro do terminal, com passageiros desembarcando de aeronaves, perda de conexões e alterações na programação dos voos.
O NC News acompanha a situação e atualizará esta reportagem assim que houver confirmação oficial sobre o reparo da pista, a retomada das operações, os voos desviados e o impacto total sobre os passageiros.
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