O nível do reservatório da Barragem Arroio São Luiz, em São Marcos, na Serra do Rio Grande do Sul, caiu para 3,40 metros nesta sexta-feira (25), reduzindo o risco de rompimento da estrutura. Apesar da melhora nas condições, o plano de emergência permanece ativo e os moradores retirados preventivamente das áreas de risco ainda não têm autorização para voltar para casa.
A barragem entrou em situação de emergência na quarta-feira (23), quando o nível da água chegou a 4,27 metros. Desde então, equipes trabalham na redução controlada do volume do reservatório e na contenção de fissuras identificadas na estrutura.
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Barragem ainda está em nível de emergência
Segundo o governo do Rio Grande do Sul, a redução do nível da água diminuiu a pressão sobre a barragem e, consequentemente, o risco de rompimento. A estrutura, no entanto, não rompeu e continua oficialmente em nível de emergência, conforme o Plano de Ação de Emergência (PAE).
As pessoas que vivem nas áreas que poderiam ser atingidas em caso de colapso foram retiradas preventivamente pela Defesa Civil. De acordo com o Pioneiro, cerca de 185 moradores permanecem fora de suas casas e ainda não existe prazo definido para o encerramento do plano de emergência.
A área da barragem continua isolada enquanto as equipes técnicas acompanham a situação.
Mergulhadores trabalham no reparo das fissuras
Além do rebaixamento do reservatório, uma equipe de mergulhadores atua diretamente na estrutura para preencher e vedar fissuras subaquáticas.
O trabalho é considerado uma medida emergencial e paliativa. A intenção é reduzir a pressão e permitir uma avaliação mais segura da barragem, mas a estrutura ainda precisará passar por novas análises antes de qualquer mudança no status de emergência.
A drenagem da água é feita de maneira controlada, com bombas, para evitar impactos no abastecimento de São Marcos. A operação deve continuar até que avaliações técnicas indiquem que os equipamentos podem ser retirados e que o reservatório poderá voltar a receber água.
Retorno dos moradores depende de avaliação técnica
A redução do nível da água melhorou o cenário em comparação com o momento em que o plano foi acionado. Mesmo assim, a volta dos moradores depende de uma avaliação técnica que confirme condições de segurança.
A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros também constataram que, com o reservatório cerca de um metro mais baixo, a área que poderia ser atingida em um eventual rompimento da estrutura diminuiu. Com autorização e acompanhamento das autoridades, moradores afetados poderão ter acesso controlado às residências para retirar pertences necessários.
O governo estadual reforçou que a barragem segue sendo monitorada continuamente e que os trabalhos de reparo continuam.
Chuva prevista para o fim de semana é monitorada
A possibilidade de chuva na região a partir deste domingo (27) também está no radar da Defesa Civil. Segundo o coordenador regional do órgão, tenente-coronel Marcelo Almeida de Souza, os volumes previstos até o momento não são considerados alarmantes.
Mesmo assim, a previsão meteorológica é acompanhada pelas equipes porque a entrada de água no reservatório pode interferir no processo de redução do nível.
220 alunos serão transferidos temporariamente
A situação também provocou mudanças na rotina escolar da cidade.
As aulas da Escola Municipal Antônio Pecini, suspensas desde quarta-feira, continuarão interrompidas. Os 220 alunos da unidade serão temporariamente transferidos para o Colégio Estadual São Marcos.
A medida faz parte das ações adotadas enquanto a área próxima à barragem permanece sob restrições de segurança.
Estrutura abastece o município
A situação também preocupa porque a barragem integra o sistema de abastecimento de água de São Marcos. Por isso, o esvaziamento precisa ser realizado de forma controlada.
As autoridades já discutem medidas alternativas caso o reservatório não possa voltar a operar normalmente no futuro. Entre as possibilidades está a necessidade de uma nova captação de água para o município.
Por enquanto, porém, a prioridade das equipes é manter o nível do reservatório baixo, concluir os reparos emergenciais e realizar novas avaliações técnicas antes de qualquer decisão sobre a liberação da área.
A Defesa Civil estadual mantém o acompanhamento da barragem e continua orientando os moradores das áreas de risco a seguir as determinações das autoridades.
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