Jhon Arias estreia com a 10 da Colômbia e atuação divide opiniões após empate com México

Jogador do Palmeiras herdou o número usado por James Rodríguez e participou do 1 a 1 em Baltimore; torcedores colombianos elogiaram a entrega, mas também fizeram cobranças.
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A mudança de número colocou ainda mais atenção sobre o jogador do Palmeiras. Arias, que vinha utilizando a camisa 11 da seleção, assumiu a 10 no primeiro compromisso da Colômbia após a despedida de James Rodríguez da equipe nacional. Em campo, a Colômbia saiu na frente aos nove minutos do primeiro tempo, com Luis Suárez, mas não sustentou a vantagem. Gilberto Mora marcou aos 17 minutos da etapa final e definiu o empate por 1 a 1 no M&T Bank Stadium, em Baltimore, nos Estados Unidos.
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Arias assume camisa que marcou era de James

A escolha de Arias para vestir a 10 ganhou peso pela história recente do número na seleção colombiana. James Rodríguez foi o principal dono da camisa durante mais de uma década e encerrou sua trajetória pela equipe nacional após o Mundial de 2026. Com a saída do antigo capitão, Arias recebeu o dorsal para o início do novo ciclo comandado por Néstor Lorenzo. O palmeirense foi titular contra o México e permaneceu entre as principais referências ofensivas da equipe. A mudança também representa uma alteração de função simbólica dentro do grupo. Além de participar da criação, Arias é um jogador que costuma contribuir na pressão sem a bola e na recomposição, características que foram destacadas por parte dos colombianos após o amistoso.

Atuação de Arias divide torcedores colombianos

A estreia com a nova camisa provocou reações diferentes nas redes sociais. Parte dos torcedores elogiou a intensidade do jogador, principalmente pela capacidade de participar tanto das ações ofensivas quanto da marcação. Houve também quem considerasse Arias merecedor da 10 e destacasse sua leitura de jogo, movimentação e capacidade de encontrar espaços por dentro. Entre as avaliações positivas, o envolvimento do meia-atacante em diferentes momentos da partida foi um dos pontos mais citados. As críticas ficaram concentradas principalmente na tomada de decisão. Alguns colombianos cobraram maior rapidez para soltar a bola e questionaram se o jogador possui o perfil ideal para assumir uma camisa historicamente associada à criação da seleção.

Posicionamento de Arias também entra no debate

Outro ponto discutido depois do amistoso foi a região do campo em que Arias pode ser mais aproveitado. Entre as avaliações sobre sua atuação, houve defesa de uma utilização mais centralizada, com liberdade para circular entre os setores e participar da construção. A leitura é de que manter o jogador preso ao lado do campo pode limitar sua influência. Atuando por dentro, Arias consegue receber em diferentes zonas, girar sob pressão e se aproximar dos jogadores responsáveis pela organização ofensiva. A definição dessa função será uma das questões para Néstor Lorenzo no novo ciclo. A saída de James deixa não apenas a camisa 10 disponível, mas também espaço para mudanças na maneira como a Colômbia constrói suas jogadas.

Colômbia começa novo ciclo com empate

O amistoso contra o México marcou o primeiro teste da seleção colombiana depois do Mundial de 2026. Néstor Lorenzo manteve jogadores experientes, como Davinson Sánchez, Daniel Muñoz, Jhon Lucumí, Richard Ríos e o próprio Arias, ao mesmo tempo em que iniciou a observação de alternativas para a próxima etapa. Luis Suárez colocou os colombianos na frente logo no início do jogo. A equipe conseguiu controlar parte do primeiro tempo e foi para o intervalo em vantagem, mas o México reagiu depois da pausa. Gilberto Mora marcou aos 17 minutos do segundo tempo e deixou o placar em 1 a 1. O resultado encerrou o primeiro compromisso desta nova fase da Colômbia, na qual Arias começa a ganhar ainda mais protagonismo.

Arias volta ao Palmeiras com status de referência

No Palmeiras, Arias também ocupa posição de destaque no setor ofensivo. A passagem pela seleção reforça o protagonismo adquirido pelo colombiano desde o retorno ao futebol brasileiro. Agora, além das responsabilidades no clube comandado por Abel Ferreira, o jogador inicia uma etapa diferente pela Colômbia. A camisa 10 aumenta a exposição e abre um novo debate sobre o papel que Arias terá na construção da seleção para o próximo ciclo de Copa do Mundo.
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