Usuários do transporte público do Distrito Federal devem enfrentar uma segunda-feira (28) de incerteza. Em assembleia realizada neste domingo (27), os rodoviários decidiram manter a paralisação anunciada para o início da semana depois de uma nova tentativa de acordo com as empresas terminar sem consenso.
A proposta apresentada no sábado (26) previa reajuste de 6% nos salários, mas foi rejeitada por unanimidade durante a votação da categoria. Os trabalhadores reivindicam aumento de 8% nos salários, 10% nos benefícios de alimentação e 12% no plano de saúde.
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Categoria mantém greve após nova proposta
A decisão foi tomada durante assembleia realizada no estacionamento do Conic, no Setor de Diversões Sul, em Brasília. A paralisação já havia sido aprovada anteriormente e estava prevista para começar em 28 de setembro, caso as negociações não avançassem.
A apresentação de uma nova proposta pelas empresas de ônibus abriu espaço para uma tentativa de evitar a greve. O percentual oferecido, entretanto, ficou abaixo do reivindicado pelos trabalhadores e não foi suficiente para suspender o movimento.
Com a rejeição, permanece a previsão de greve geral a partir desta segunda-feira. A paralisação pode afetar diretamente a circulação de ônibus no Distrito Federal e a rotina de passageiros que dependem do transporte coletivo.
Negociações estão em andamento desde julho
O impasse entre rodoviários e empresas não começou nesta semana. As negociações para a renovação do acordo coletivo se arrastam desde julho, quando terminou a vigência do instrumento anterior.
Sem entendimento sobre as condições do novo acordo, os trabalhadores aprovaram anteriormente a realização da greve. A expectativa era de que novas rodadas de negociação antes do dia 28 permitissem chegar a uma solução.
A proposta de reajuste salarial de 6% apresentada no sábado foi uma dessas tentativas, mas a diferença entre a oferta das empresas e as reivindicações da categoria permaneceu.
Rodoviários pedem reajustes em salários e benefícios
Além dos 8% de reajuste salarial, os rodoviários reivindicam aumento de 10% nos benefícios relacionados à alimentação e de 12% no plano de saúde.
As demandas fazem parte da negociação do novo acordo coletivo. Até a assembleia deste domingo, não havia sido alcançado um entendimento capaz de atender às reivindicações e, ao mesmo tempo, encerrar o indicativo de paralisação.
Greve pode afetar transporte público nesta segunda
Com a decisão tomada em assembleia, passageiros devem acompanhar possíveis mudanças na operação do transporte coletivo ao longo das próximas horas. O impacto efetivo da greve sobre as linhas e a quantidade de ônibus em circulação dependerá do andamento do movimento.
Uma eventual retomada das negociações ainda pode produzir novos desdobramentos. Até a decisão deste domingo, porém, a orientação aprovada pelos trabalhadores é de iniciar a greve na segunda-feira.