O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) evitou se comprometer com a indicação de uma mulher para uma futura vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), criticou a exposição dos ministros pela TV Justiça e voltou a defender a decisão do governo de proibir as bets no Brasil.
As declarações ocorreram em meio à campanha eleitoral e a um momento de maior exposição do Supremo no debate político. Ao tratar da composição da Corte, Lula não assumiu o compromisso de adotar o gênero como critério determinante para uma eventual indicação.
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Lula evita compromisso sobre indicação de mulher ao STF
Questionado sobre a possibilidade de indicar uma mulher para o Supremo, Lula evitou antecipar qual critério adotaria diante de uma eventual nova vaga.
A discussão sobre representatividade feminina na Corte ganhou espaço nos últimos anos. Desde a criação do STF, apenas três mulheres integraram o tribunal: Ellen Gracie, Rosa Weber e Cármen Lúcia.
A escolha dos ministros do Supremo cabe ao presidente da República. O nome indicado precisa passar por sabatina e aprovação no Senado antes da nomeação.
Presidente critica TV Justiça
Lula também fez críticas à TV Justiça ao comentar a exposição pública dos ministros do Supremo. Durante a declaração, o presidente chamou a emissora de “maldita”.
A TV Justiça transmite sessões e julgamentos do STF, permitindo o acompanhamento público das discussões realizadas pelos ministros.
A fala ocorre em um período no qual o próprio presidente tem feito críticas ao funcionamento e à conduta de integrantes da Corte. Em declarações recentes, Lula defendeu que eventuais suspeitas envolvendo ministros sejam investigadas e afirmou que o Supremo não pode permanecer sob suspeita.
Lula volta a defender proibição das bets
Outro tema abordado pelo presidente foi a decisão de acabar com as apostas de quota fixa no país. Lula voltou a defender a medida e relacionou a iniciativa aos impactos financeiros e sociais provocados pelo jogo.
O governo publicou na sexta-feira (25) uma medida provisória que proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade das chamadas bets em todo o território nacional.
A proibição alcança apostas esportivas e jogos on-line, mas não inclui as demais modalidades lotéricas autorizadas por lei.
MP estabelece cronograma para retirada das plataformas
A medida provisória já produz efeitos, mas ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional para continuar válida de forma definitiva.
Desde a publicação, novos depósitos nas plataformas estão proibidos. Os apostadores têm prazo para retirar os valores existentes nas contas, e o cronograma do governo prevê o bloqueio dos sites e aplicativos a partir de 6 de outubro.
O governo argumenta que a proibição busca enfrentar problemas de endividamento e saúde relacionados às apostas. Empresas e entidades do setor, por outro lado, contestam a decisão e preparam uma reação no Congresso e no STF.
O debate sobre as bets, assim como as discussões envolvendo o Supremo, passou a ocupar espaço na campanha presidencial durante a reta final antes do primeiro turno.