Adjunto do Iapen e agentes são afastados após morte de major da PM no Amapá

Medida ocorre enquanto autoridades investigam a participação de policiais penais na confusão que terminou com Anderson Fernandes morto a tiros em Macapá.
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Servidores do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), entre eles um diretor-adjunto, foram afastados das funções após serem citados na investigação sobre a morte do major da Polícia Militar Anderson Leite Rodrigues Fernandes, de 38 anos. O oficial morreu após uma confusão e troca de tiros em frente a um bar em Macapá, no domingo (27).

O afastamento ocorre enquanto as autoridades apuram a participação individual dos envolvidos no episódio. A medida administrativa não representa condenação ou definição de responsabilidade criminal. O caso está sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Major da PM morre após troca de tiros em frente a bar no Amapá

Morte ocorreu após confusão em frente a bar

Anderson Fernandes estava de folga quando se envolveu em uma confusão na Avenida Padre Júlio, em Macapá. Registros do caso apontam que policiais penais também estavam no local e que houve disparos durante o confronto.

O major foi atingido e levado para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos. Armas de fogo foram apreendidas e os envolvidos foram encaminhados para os procedimentos policiais.

Imagens registradas por uma câmera de segurança mostram parte da discussão e da sequência que antecedeu os tiros. A gravação, porém, não substitui a investigação, que deverá estabelecer a dinâmica completa do episódio e a responsabilidade de cada pessoa envolvida.

Policiais penais são investigados

O boletim policial elaborado após a ocorrência cita cinco policiais penais entre os envolvidos. As autoridades trabalham para esclarecer quem efetuou os disparos, quantos tiros foram feitos e quais deles atingiram o major.

Após o episódio, agentes foram apresentados no Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) do Pacoval. A investigação também deverá considerar depoimentos, imagens, perícias nas armas apreendidas e outros elementos reunidos durante o inquérito.

A Polícia Civil ainda precisa esclarecer a motivação da discussão que antecedeu os disparos e estabelecer de forma individualizada a conduta dos envolvidos.

Quem era Anderson Fernandes

Anderson Leite Rodrigues Fernandes tinha 38 anos e integrava a Polícia Militar do Amapá desde 2011. O oficial acumulava cerca de 15 anos de serviço e atuava no 1º Batalhão da corporação.

Antes disso, havia passado pelo 12º Batalhão da Polícia Militar. Anderson era pai de cinco filhos.

A Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública do Amapá lamentou a morte do major e informou que as forças responsáveis pela investigação adotaram os procedimentos necessários para esclarecer o episódio.

Próximos passos

Com os afastamentos, a apuração administrativa deverá avançar paralelamente à investigação criminal conduzida pela Polícia Civil. A medida busca preservar o andamento das investigações enquanto são analisadas as circunstâncias da morte.

Perícias, depoimentos e imagens do local devem ajudar a reconstruir a sequência dos acontecimentos. Até a conclusão das investigações, não há definição definitiva sobre a responsabilidade criminal de cada um dos servidores citados no caso.

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