Uma jovem de 25 anos foi presa após assumir inicialmente a autoria da facada que matou o padrasto, Isaias Moreira Barbosa, de 57 anos, em Fátima do Sul, Mato Grosso do Sul. Segundo a investigação, porém, ela mudou a versão apresentada às autoridades depois da confirmação da morte da vítima.
O caso aconteceu na noite de sexta-feira (25), nas proximidades de um bar na Rua Delamar Silva. As primeiras informações registradas apontavam que a jovem teria visto a mãe sendo agredida pelo padrasto, ido até a residência onde morava, buscado uma faca e retornado ao local.
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Jovem assumiu autoria inicialmente
Quando a Polícia Militar chegou para atender a ocorrência, a jovem foi localizada e, conforme o registro inicial, assumiu ter atingido Isaias com uma facada no peito.
A versão apresentada naquele momento relacionava o ataque a uma suposta agressão sofrida pela mãe. O homem foi socorrido e levado ao Hospital da Sias ainda com vida, mas não resistiu ao ferimento.
Com a confirmação da morte, o caso passou a ser tratado como homicídio.
Versão mudou após confirmação da morte
Durante o avanço das apurações, a jovem voltou atrás na confissão inicial.
Segundo as informações reunidas no caso, ela afirmou posteriormente que teria assumido a autoria para proteger a mãe. A mudança colocou sob investigação a dinâmica exata da agressão e quem efetivamente desferiu o golpe contra Isaias.
A primeira confissão, portanto, não encerra a apuração sobre a autoria. A Polícia Civil deverá confrontar os diferentes depoimentos com as demais provas coletadas.
Briga teria começado perto de bar
O episódio ocorreu próximo a um estabelecimento comercial em Fátima do Sul. Os relatos iniciais indicam que houve uma discussão envolvendo Isaias e a mãe da jovem.
A versão registrada inicialmente apontava que a mulher estaria sendo agredida pela vítima quando a filha decidiu intervir.
Isaias foi atingido por um único golpe de faca na região do peito. Ele recebeu atendimento do Corpo de Bombeiros e foi encaminhado ao hospital, onde morreu.
Polícia investiga quem desferiu a facada
Com as versões divergentes, cabe agora à Polícia Civil esclarecer quem utilizou a faca e em quais circunstâncias ocorreu a morte.
Depoimentos de testemunhas, registros feitos no local e eventuais outras provas deverão ser considerados para reconstruir a sequência dos acontecimentos.
A existência de relatos sobre violência doméstica também fará parte da apuração, mas não permite, isoladamente, concluir quem praticou o golpe ou em quais condições.
O caso segue sob investigação e a responsabilidade criminal dos envolvidos dependerá das provas reunidas durante o inquérito.