China e EUA reduzem tarifas sobre US$ 60 bilhões em mercadorias após acordo

Medida envolve produtos agrícolas, eletrodomésticos, brinquedos e outros itens; países também ampliaram trégua comercial e criaram novos grupos de diálogo
Redação NC News
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A China e os Estados Unidos chegaram a um acordo para reduzir tarifas aplicadas sobre cerca de US$ 60 bilhões em mercadorias comercializadas entre os dois países. A medida envolve produtos agrícolas, cosméticos, eletrodomésticos e brinquedos e representa mais um avanço nas negociações para reduzir a tensão comercial entre as duas maiores economias do mundo.

O entendimento prevê que cada país conceda tratamento tarifário mais favorável para aproximadamente US$ 30 bilhões em produtos considerados não sensíveis. Segundo o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, a medida deve ampliar o acesso de exportadores norte-americanos ao mercado chinês.

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O acordo foi anunciado após uma nova rodada de negociações entre Pequim e Washington e inclui também a extensão da trégua comercial entre os países. O objetivo é manter o diálogo aberto enquanto os governos buscam avançar em questões econômicas e comerciais.

Produtos agrícolas e itens de consumo entram no acordo

Entre os produtos que terão redução tarifária estão itens agrícolas dos Estados Unidos, como milho, trigo, sorgo, carnes, laticínios, óleos vegetais e farinhas. A soja, uma das principais commodities negociadas entre os dois países, ficou fora da lista divulgada.

A China também pretende reduzir tarifas sobre produtos norte-americanos como peixes e frutos do mar, madeira, cosméticos e dispositivos médicos. Do outro lado, os Estados Unidos anunciaram cortes sobre produtos chineses como pequenos eletrodomésticos, utensílios domésticos, roupas de cama, brinquedos e itens de decoração.

Trégua comercial ganha novo prazo

Além da redução das tarifas, China e Estados Unidos decidiram ampliar a trégua comercial por mais dois meses. O prazo estendido permite que os dois governos avaliem os compromissos firmados e mantenham as negociações em andamento.

O Ministério do Comércio da China afirmou que a extensão cria um ambiente mais previsível para empresas e permite a continuidade das discussões sobre comércio, investimentos e barreiras econômicas.

Países criam novos canais de diálogo

O acordo também prevê novos mecanismos de comunicação entre os dois países em áreas estratégicas. Entre eles está a criação de um canal para tratar de possíveis incidentes envolvendo inteligência artificial e novos diálogos sobre tecnologia.

China e Estados Unidos também anunciaram conversas sobre serviços financeiros e o aumento de voos diretos entre os dois países.

Relação entre Pequim e Washington segue com desafios

Apesar do avanço nas negociações comerciais, os dois países ainda mantêm divergências em áreas como tecnologia, investimentos e competitividade industrial.

O acordo representa uma tentativa de reduzir a pressão sobre o comércio bilateral, mas não encerra a disputa econômica entre China e Estados Unidos, que envolve diferentes setores estratégicos.

Próximos passos

As reduções tarifárias ainda dependem da conclusão dos procedimentos internos de cada país para entrarem em vigor. As equipes comerciais deverão continuar acompanhando a implementação das medidas e negociando novos pontos do relacionamento econômico.

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