Defensoria do Amapá cria ferramenta para verificar números e evitar golpes no WhatsApp

Serviço gratuito permite conferir se telefone usado para abordar assistidos pertence oficialmente à instituição; criminosos têm se passado por defensores e servidores
Redação NC News
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A Defensoria Pública do Amapá (DPE-AP) criou uma ferramenta que permite verificar se números de telefone usados para entrar em contato com assistidos realmente pertencem à instituição. A iniciativa busca reduzir golpes aplicados principalmente pelo WhatsApp por criminosos que se passam por defensores públicos e servidores.

O serviço funciona gratuitamente no site oficial da Defensoria e pode ser acessado pelo celular ou computador. O usuário informa o telefone que fez a abordagem e o sistema verifica se o número consta no banco de contatos oficiais da DPE-AP.

A medida foi adotada após registros recorrentes de tentativas de fraude contra pessoas atendidas pela instituição. Em algumas abordagens, criminosos utilizam informações verdadeiras sobre processos para ganhar a confiança das vítimas e depois solicitam documentos, dados pessoais ou dinheiro.

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Como consultar um número

Para utilizar a ferramenta, o usuário deve acessar o site da Defensoria Pública do Amapá e procurar pelo botão “Verifique o Número”. Depois, basta digitar o telefone que entrou em contato para saber se ele está registrado como canal oficial da instituição.

A consulta também é importante porque, durante o andamento de processos, o assistido pode receber mensagens de diferentes telefones funcionais. Segundo a Defensoria, esses contatos estão cadastrados no banco de dados e podem ser verificados pela nova ferramenta.

O WhatsApp institucional oficial da DPE-AP é o (96) 98133-0422. Os telefones dos diferentes núcleos da Defensoria também podem ser consultados no site oficial.

Golpistas usam informações reais para convencer vítimas

Uma das estratégias identificadas pela Defensoria envolve criminosos que se apresentam como integrantes da instituição e afirmam que a vítima venceu uma ação judicial ou possui algum valor a receber.

Para tornar a história mais convincente, os golpistas podem utilizar informações verdadeiras sobre processos. Em seguida, tentam obter dados bancários, documentos, fotografias ou pagamentos sob a justificativa de que seriam necessários para liberar o suposto dinheiro.

A DPE-AP informou que somente em outubro de 2025 recebeu 27 denúncias desse tipo. A instituição considera que o número real pode ser maior, já que nem todas as vítimas formalizam uma queixa.

Um dos casos atendidos pela Defensoria neste ano envolveu um pescador de 71 anos que perdeu R$ 700. Segundo o relato divulgado pela instituição, os criminosos disseram que ele teria R$ 3,7 mil para receber de uma ação judicial, mas exigiram o pagamento de uma suposta taxa para liberar o dinheiro.

Defensoria não cobra para liberar valores

A DPE-AP reforça que seus serviços são gratuitos. Defensores e servidores não solicitam Pix, depósitos, pagamento de taxas ou dados bancários por telefone, WhatsApp ou e-mail.

O defensor público-geral do Amapá, Igor Giusti, explicou que a ferramenta permite ao assistido conferir imediatamente se o contato recebido pertence à instituição.

“Criamos a nova ferramenta, no nosso próprio site, que permite que o nosso assistido consulte se aquele número que está mandando mensagem, ligando, pertence à Defensoria Pública ou não.”

O que fazer ao receber uma mensagem suspeita

A orientação é não fornecer informações pessoais, documentos ou dados bancários antes de confirmar a origem da mensagem. Também não devem ser realizados depósitos ou transferências solicitados por contatos suspeitos.

A Defensoria recomenda ainda evitar links enviados por números desconhecidos e desconfiar de mensagens que prometem ganhos ou exigem pagamentos e envio de informações com urgência.

Caso o número não seja reconhecido como oficial, o usuário pode bloquear e denunciar o contato no próprio WhatsApp. A suspeita também pode ser comunicada às autoridades policiais e à Defensoria Pública.

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