O bilionário Ken Griffin, fundador e CEO da Citadel, anunciou nesta quarta-feira (30) uma doação de US$ 3 bilhões para a Carnegie Mellon University (CMU), nos Estados Unidos. Segundo a instituição, trata-se da maior contribuição individual já destinada ao ensino superior.
A maior parte do dinheiro, US$ 2 bilhões, será usada para criar a Carnegie Mellon University Miami, novo campus planejado para o bairro de Wynwood. O US$ 1 bilhão restante será destinado à estrutura da universidade em Pittsburgh, na Pensilvânia.
O aporte também é a maior doação já realizada por Griffin, que acumula mais de US$ 5,7 bilhões destinados a iniciativas filantrópicas nas áreas de educação, oportunidades e saúde.
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Novo campus receberá US$ 2 bilhões
O projeto da Carnegie Mellon em Miami ocupará uma área superior a 35 acres, equivalente a aproximadamente 14 hectares. A construção está prevista para começar em 2027, enquanto a chegada dos primeiros estudantes está planejada para 2028, dependendo das aprovações regulatórias.
Quando estiver totalmente implantado, o campus deverá receber mais de 3,5 mil alunos de graduação, mestrado e doutorado, além de aproximadamente 300 professores e mais de 600 funcionários.
A proposta acadêmica será diferente do modelo tradicional organizado principalmente por cursos e departamentos. A universidade pretende concentrar ensino e pesquisa em grandes desafios sociais e tecnológicos.
Entre as áreas previstas estão saúde humana e descobertas biológicas, segurança nacional, energia e resiliência climática, além de manufatura avançada e transformação industrial.
Computação receberá US$ 500 milhões
Dos US$ 1 bilhão destinados ao campus de Pittsburgh, US$ 500 milhões serão direcionados à Escola de Ciência da Computação da Carnegie Mellon.
A unidade será rebatizada como Kenneth C. Griffin School of Computer Science. O investimento deverá apoiar pesquisas, formação de estudantes, infraestrutura computacional e acesso a tecnologias de inteligência artificial.
Os outros US$ 500 milhões destinados a Pittsburgh poderão ser utilizados nas prioridades gerais da universidade.
Inteligência artificial influencia novo modelo
A Carnegie Mellon afirma que a expansão ocorre em um momento de transformação do ensino superior provocada, entre outros fatores, pelo avanço da inteligência artificial.
A instituição pretende aproximar pesquisadores, estudantes, empresas e órgãos públicos no novo campus. O projeto prevê laboratórios de pesquisa ligados à indústria e espaços destinados ao desenvolvimento de novos negócios e tecnologias.
Griffin também passará a integrar o conselho de administração da Carnegie Mellon.
Doação supera outros aportes bilionários
A contribuição de US$ 3 bilhões supera outras grandes doações individuais feitas a instituições de ensino superior nos Estados Unidos.
Em 2025, Phil Knight, cofundador da Nike, e sua mulher, Penny Knight, anunciaram uma contribuição de US$ 2 bilhões para a Oregon Health & Science University.
Em 2018, Michael Bloomberg anunciou US$ 1,8 bilhão para a Johns Hopkins University, aporte destinado principalmente a ampliar a assistência financeira oferecida aos estudantes.
Com o novo investimento, a Carnegie Mellon pretende expandir sua atuação para Miami sem abandonar a estrutura principal em Pittsburgh. A expectativa é que o novo campus fortaleça pesquisas em tecnologia, inteligência artificial, saúde, energia e outras áreas consideradas estratégicas.