Lula e Flávio Bolsonaro disputam audiência após cancelamento do debate; veja os números

Flávio Bolsonaro alcança audiência inferior à de Lula em live no Flow após debate cancelado na TV Globo.
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Flávio Bolsonaro (PL) transformou o cancelamento do debate presidencial da TV Globo em uma disputa por audiência nas redes sociais, mas não alcançou a meta anunciada de 1 milhão de espectadores simultâneos. A transmissão promovida pelo candidato chegou a cerca de 945 mil pessoas conectadas ao mesmo tempo, segundo números divulgados pela campanha.

No outro lado da disputa digital, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participava do Flow Podcast. A entrevista ultrapassou 1,5 milhão de espectadores simultâneos no YouTube e, às 22h08, registrava mais de 1,57 milhão de pessoas acompanhando a transmissão. Lula já havia decidido participar do podcast antes de a Globo cancelar o debate.

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Flávio convocou apoiadores para buscar 1 milhão

A live de Flávio começou com o candidato pedindo mobilização dos apoiadores para ampliar o alcance da transmissão. Durante o programa, ele estabeleceu publicamente a meta de chegar a 1 milhão de pessoas conectadas simultaneamente.

Às 22h, cerca de 247,7 mil espectadores acompanhavam a live. Às 22h17, o número havia subido para 325,7 mil. A audiência continuou crescendo durante a noite e chegou a 919,3 mil às 23h32.

Poucos minutos depois, a campanha registrou o maior número da transmissão, próximo de 945 mil espectadores simultâneos. A marca, embora elevada, permaneceu abaixo do objetivo de 1 milhão anunciado por Flávio.

Na reta final da live, a audiência recuou. Às 23h45, eram cerca de 526,7 mil espectadores e, às 23h52, aproximadamente 377 mil permaneciam conectados.

A transmissão terminou às 23h59, antes do início das restrições eleitorais previstas para a virada do dia.

Proibição de púlpito vazio de Lula desmontou estratégia de Flávio | Foto: Reprodução

Lula ultrapassou 1,5 milhão no Flow

Enquanto Flávio realizava a própria transmissão, Lula concedia uma entrevista ao Flow Podcast.

O programa começou pouco antes das 21h e ganhou audiência ao longo da noite. Às 21h11, o canal registrava aproximadamente 1,1 milhão de espectadores simultâneos. Por volta das 21h45, o número já havia ultrapassado 1,5 milhão.

Às 22h08, 1.578.318 pessoas acompanhavam a entrevista ao vivo, segundo registro feito durante a transmissão.

A comparação precisa considerar que os números representam espectadores simultâneos em canais diferentes e não equivalem ao total acumulado de visualizações de cada conteúdo.

Lula apostou em distanciamento para “não dar corda” à adversários | Foto: Reprodução

Aliados ajudaram a divulgar live de Flávio

A campanha do candidato do PL mobilizou nomes com forte presença nas redes para ampliar a circulação do link da transmissão.

Entre os aliados citados na mobilização estavam Eduardo Bolsonaro, Nikolas Ferreira, Hélio Negão, Sergio Moro e Deltan Dallagnol.

Flávio também pediu repetidamente aos apoiadores que encaminhassem a live para grupos e contatos pessoais.

Aliados do candidato argumentaram posteriormente que o desempenho deveria ser comparado com transmissões realizadas nos canais oficiais de Lula, e não com o alcance do Flow, que possui audiência própria consolidada.

Cancelamento do debate levou campanha para as plataformas digitais

As duas transmissões ocorreram na noite em que estava programado o último debate presidencial da TV Globo antes do primeiro turno.

Lula já havia comunicado que não participaria do encontro e confirmou a presença no Flow Podcast.

Pouco antes do debate, a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, determinou que a Globo não exibisse o púlpito vazio destinado a Lula nem permitisse perguntas dirigidas ao candidato ausente.

A decisão atendeu a um pedido da coligação do petista. Segundo a ministra, a regra adotada pela emissora poderia impor consequências negativas a um candidato cuja participação no debate era facultativa.

Outra decisão, desta vez do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a inclusão de Renan Santos (Missão) no encontro.

Flávio, que até então estava confirmado, anunciou posteriormente que não compareceria. O candidato classificou a decisão do TSE como “censura”, caracterização que representa a posição dele e de sua campanha.

Diante das alterações judiciais e do novo cenário entre os participantes, a Globo decidiu cancelar o debate e afirmou que as decisões tomadas pouco antes do programa provocaram “insegurança jurídica”.

Luta de Renan para chegar ao debate agravou crise no Judiciário | Foto: Reprodução

Flávio usou live para atacar Lula e o Judiciário

Sem o debate, Flávio utilizou a transmissão própria para explicar a desistência, criticar Lula e questionar decisões tomadas pelo Judiciário.

O cenário da live chegou a incluir um púlpito identificado com o nome do petista, recurso semelhante ao que a decisão do TSE havia impedido que a Globo utilizasse no debate.

Em um dos momentos, Flávio acusou Lula de ter utilizado aliados no Judiciário para interferir no encontro.

A acusação foi apresentada pelo candidato sem comprovação de que Lula tenha orientado ou controlado decisões de magistrados. O que está documentado é que a coligação do petista apresentou o pedido ao TSE e que a decisão coube à ministra responsável pela análise.

Redes assumem protagonismo na última noite de confronto previsto

O cancelamento transformou uma noite planejada para o confronto direto entre candidatos em transmissões separadas.

Lula permaneceu no Flow, enquanto Flávio concentrou sua comunicação em uma live própria e na mobilização de apoiadores nas redes.

Os números mostraram grande capacidade de mobilização digital nas duas campanhas, mas em plataformas e estruturas distintas. Enquanto a live de Flávio teve pico próximo de 945 mil simultâneos, a entrevista de Lula no Flow passou de 1,5 milhão.

A disputa por audiência aconteceu a três dias do primeiro turno, marcado para domingo (4), quando os eleitores irão às urnas para escolher o próximo presidente da República.

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