Eduardo Bolsonaro sugere que pode comandar Itamaraty em eventual governo de Flávio

Ex-deputado evitou confirmar eventual indicação, mas apresentou propostas que defenderia para a política externa, como transferir a embaixada brasileira em Israel para Jerusalém e aproximar o país de iniciativas lideradas pelos Estados Unidos
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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sugeriu que poderá ocupar o Ministério das Relações Exteriores em um eventual governo do irmão, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República. Em vídeo publicado nesta quinta-feira (1º), Eduardo evitou afirmar que seria escolhido para o cargo, mas apresentou uma série de propostas que defenderia para a política externa brasileira.

Entre as medidas mencionadas estão a transferência da embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, a adesão ao chamado Escudo das Américas e uma reestruturação do Itamaraty. Eduardo também destacou os contatos que mantém com integrantes do governo dos Estados Unidos.

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Eduardo Bolsonaro promete “faxina” no Itamaraty em eventual governo de Flávio

Eduardo evita confirmar possível indicação

Ao falar sobre a possibilidade de assumir o Ministério das Relações Exteriores, Eduardo afirmou que a escolha dos ministros caberia a Flávio caso o candidato seja eleito.

“Ah, Eduardo, você está falando que você vai ser MRE? Não estou falando isso. Os ministros são anunciados pelo presidente Flávio Bolsonaro.”

Na sequência, porém, Eduardo citou sua capacidade de interlocução com autoridades estrangeiras e falou sobre iniciativas que poderia articular.

“Só que acho que já deu para perceber que poder é diferente de diploma na parede. Eu consigo falar com diversas autoridades, consigo me mexer.”

Eduardo citou nominalmente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ao abordar sua atuação internacional.

Não existe, até o momento, anúncio oficial de Flávio Bolsonaro indicando Eduardo para o Ministério das Relações Exteriores.

Transferência da embaixada para Jerusalém está entre propostas

Ao apresentar as mudanças que defende para a política externa, Eduardo voltou a mencionar a transferência da embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém.

A medida chegou a ser defendida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante seu governo, mas não foi implementada.

O status de Jerusalém permanece entre as questões centrais do conflito israelense-palestino. Os palestinos reivindicam Jerusalém Oriental como capital de um futuro Estado palestino, enquanto Israel considera Jerusalém sua capital.

Eduardo também defendeu que o Brasil utilize a condição de aliado extra-Otan e participe de iniciativas internacionais de segurança alinhadas aos Estados Unidos.

“Tem que falar sobre a mudança da embaixada para Jerusalém, tem que utilizar a condição de aliado extra-Otan, tem que retornar para os fóruns de combate ao antissemitismo, de memória do Holocausto.”

Eduardo promete mudanças no Itamaraty

Parte significativa da manifestação foi dedicada a críticas ao Ministério das Relações Exteriores e a integrantes da carreira diplomática.

Eduardo afirmou que acompanha a atuação de diplomatas e prometeu uma “faxina” no Itamaraty caso o irmão seja eleito.

“Está na hora de dar uma faxina nesse Itamaraty.”

O ex-deputado acusa integrantes da diplomacia brasileira de terem atuado para “sabotar” o governo de Jair Bolsonaro. A acusação é feita por Eduardo e, no vídeo citado, ele não apresenta elementos que demonstrem uma atuação institucional do Itamaraty com esse objetivo.

Possível nomeação não foi confirmada por Flávio

Apesar das declarações de Eduardo, não há confirmação de que ele ocuparia o Itamaraty em um eventual governo do irmão.

Em abril, aliados próximos de Flávio Bolsonaro afirmaram à CNN Brasil que o então pré-candidato descartava a possibilidade de indicar Eduardo para o Ministério das Relações Exteriores.

Na reta final da campanha, porém, o nome de Eduardo voltou a aparecer nas discussões sobre a política externa de um eventual governo de Flávio. Integrantes ligados à campanha ouvidos pelo UOL apontaram divergências entre grupos que defendem diferentes orientações para o comando do Itamaraty.

A definição sobre ministros, conforme o próprio Eduardo reconheceu, dependeria de Flávio Bolsonaro caso o candidato seja eleito presidente.

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