Lula recebe R$ 77,3 milhões em doações; Flávio Bolsonaro chega a R$ 61,7 milhões

Dados do TSE mostram forte participação dos diretórios nacionais de PT e PL no financiamento das duas campanhas presidenciais
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As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) receberam dezenas de milhões de reais em doações antes do primeiro turno das eleições de 2026. Dados disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que Lula acumulava R$ 77,3 milhões, enquanto Flávio Bolsonaro registrava R$ 61,7 milhões em recursos recebidos.

A maior parte dos valores veio dos próprios diretórios nacionais dos partidos. O PT destinou R$ 75,15 milhões à campanha de Lula, enquanto o PL repassou cerca de R$ 55,3 milhões para a candidatura de Flávio Bolsonaro.

Para Flávio, o PL destinou cerca de R$ 55,3 milhões. O montante inclui recursos do Fundo Eleitoral, doações e valores provenientes do Fundo Partidário.
Para Flávio, o PL destinou cerca de R$ 55,3 milhões. O montante inclui recursos do Fundo Eleitoral, doações e valores provenientes do Fundo Partidário.
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Empresário aparece entre os doadores dos dois candidatos

Um dos nomes que aparecem nas prestações de contas das duas campanhas é o empresário Erasmo Carlos Battistella, CEO da Be8, empresa do setor de biodiesel. Ele doou R$ 500 mil para Lula e o mesmo valor para Flávio Bolsonaro.

O empresário é o principal doador individual identificado na prestação de contas da campanha de Lula até o momento. Os dados utilizados no levantamento foram consultados no sistema de prestação de contas eleitorais do TSE.

Quem doou para Lula

Além dos recursos repassados pelo PT, a campanha de Lula recebeu R$ 422.888,68 por meio de financiamento coletivo e valores de outros apoiadores.

Entre os doadores individuais aparecem Pedro Pereira de Freitas, presidente da American Life Companhia de Seguros e ex-presidente da Caixa Seguradora, com R$ 90 mil, e o advogado Marco Aurélio de Carvalho, fundador do grupo Prerrogativas, com R$ 50 mil.

Ministros do governo também aparecem entre os doadores, como Luiz Marinho, Esther Dweck e Miriam Belchior.

Flávio recebeu R$ 61,7 milhões

A campanha de Flávio Bolsonaro declarou ter recebido R$ 61.729.631,44. O maior doador individual foi o empresário baiano Luiz da Rocha Salles Filho, que contribuiu com R$ 1 milhão.

Salles Filho foi sócio da construtora OAS e atualmente participa de empresas do setor de tecnologia e outros negócios.

Entre os demais doadores individuais aparecem Fernando de Castro Marques, presidente do Grupo União Química, com R$ 500 mil, além de Flavio Gurgel Rocha, com R$ 170 mil, e Lisiane Gurgel Rocha, com R$ 165 mil.

PL e PT concentram recursos das campanhas

Os diretórios nacionais dos dois partidos representam a maior fonte de recursos das candidaturas. No caso de Lula, o PT destinou R$ 75 milhões do Fundo Eleitoral e outros R$ 150 mil do Fundo Partidário.

Para Flávio, o PL destinou cerca de R$ 55,3 milhões. O montante inclui recursos do Fundo Eleitoral, doações e valores provenientes do Fundo Partidário.

Fundo Eleitoral é principal fonte

O PT tem direito a cerca de R$ 615 milhões do Fundo Eleitoral em 2026 e decidiu reservar 20,64% desse valor para a candidatura presidencial de Lula. A quantia prevista para o candidato se aproxima de R$ 127 milhões.

O PL, por sua vez, recebeu aproximadamente R$ 881,7 milhões do Fundo Eleitoral, o maior valor destinado a uma legenda neste ciclo eleitoral.

Limite de gastos para presidente

O TSE manteve para 2026 o limite de gastos de R$ 88.944.030,80 para cada candidatura à Presidência no primeiro turno. Em caso de segundo turno, o teto adicional é de R$ 44.472.015,40.

Os valores declarados pelas campanhas podem sofrer alterações à medida que novas receitas e despesas são registradas e analisadas pela Justiça Eleitoral.

Próximos passos

As campanhas ainda deverão atualizar as prestações de contas conforme novas movimentações financeiras sejam registradas no sistema do TSE. Depois da eleição, a Justiça Eleitoral continuará analisando as contas e os documentos apresentados pelos candidatos e partidos.

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