O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) pediu ao governo estadual a disponibilização de geradores para 49 escolas que funcionarão como locais de votação neste domingo (4). A medida foi adotada diante de problemas no fornecimento de energia provocados principalmente por furtos de cabos.
Nas últimas semanas, a Secretaria de Estado de Educação identificou aumento desse tipo de ocorrência em unidades da rede e comunicou a situação à Justiça Eleitoral. Nove furtos foram registrados em escolas estaduais nos últimos 20 dias.
A preocupação é garantir que os prédios tenham energia durante todo o primeiro turno das Eleições 2026. Apesar disso, uma eventual queda no fornecimento não interrompe diretamente o funcionamento das urnas eletrônicas, que possuem baterias capazes de manter os equipamentos ligados por até 12 horas.
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São Gonçalo e Nova Iguaçu concentram escolas afetadas
Entre as unidades para as quais foram solicitados geradores, São Gonçalo aparece com o maior número, com 10 escolas. Nova Iguaçu vem em seguida, com nove.
Também há locais afetados em outros municípios fluminenses. A mobilização envolve cidades da Região Metropolitana, da capital e do interior do estado.
Segundo dados obtidos pelo g1, 62 unidades escolares apresentam atualmente algum tipo de problema relacionado ao furto de cabos. Desse total, 26 funcionam com aulas parciais e três tiveram as aulas suspensas.
Governo prepara 49 geradores
A Secretaria de Estado de Educação informou que 49 geradores serão disponibilizados como medida de contingência nas escolas utilizadas pela Justiça Eleitoral.
A operação envolve ainda cerca de 5,5 mil servidores da Educação. Ao todo, 831 escolas estaduais serão utilizadas como locais de votação neste primeiro turno.
A secretaria também acompanhará a operação a partir do Centro Integrado de Comando e Controle, em conjunto com órgãos de segurança.
Urnas funcionam mesmo sem energia elétrica
A falta de energia nos prédios não significa que as urnas eletrônicas deixarão imediatamente de funcionar. Os equipamentos possuem bateria interna com autonomia de até 12 horas, período suficiente para cobrir a votação.
Um dos principais impactos de uma eventual interrupção no fornecimento de energia está na estrutura dos próprios locais de votação.
Na cidade do Rio, por exemplo, existem seções instaladas em prédios de até 10 andares. Sem eletricidade, elevadores podem deixar de funcionar, dificultando o deslocamento de eleitores, principalmente idosos e pessoas com mobilidade reduzida.
Caso uma urna apresente defeito, a Justiça Eleitoral também mantém equipamentos de contingência para substituição.
Segurança será reforçada nas escolas
Diante dos furtos, foram realizadas reuniões entre o TRE-RJ, o governo estadual e municípios atingidos para definir medidas de proteção dos locais de votação.
Guardas municipais poderão atuar de forma integrada às forças estaduais na proteção das unidades escolares. A Secretaria de Educação também orientou diretores e servidores a garantirem o acesso de agentes devidamente identificados às dependências das escolas.
A determinação busca impedir novos furtos ou atos de vandalismo que possam comprometer a infraestrutura dos prédios antes e durante a eleição.
Mais de 12 milhões de eleitores estão aptos a votar no Rio
O Rio de Janeiro tem 12,857 milhões de eleitores aptos a participar do primeiro turno neste domingo.
Para a eleição, o TRE-RJ preparou cerca de 42 mil urnas eletrônicas, incluindo os equipamentos destinados às seções e as unidades de contingência.
A votação será realizada das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. O TRE-RJ recomenda que os eleitores consultem antecipadamente o endereço de votação, já que 277 locais foram alterados em relação às eleições de 2024.