Augusto Cury agradece eleitores e defende fim da reeleição após ficar fora do 2º turno

Em pronunciamento neste domingo (4), escritor e psiquiatra propõe semipresidencialismo, critica “lulismo e bolsonarismo” e pede pacificação entre brasileiros
Redação NC News
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O candidato à Presidência Augusto Cury divulgou neste domingo (4) um pronunciamento à imprensa e à sociedade brasileira após ficar fora da disputa pelo Palácio do Planalto. No texto, o escritor e psiquiatra agradeceu aos eleitores que apoiaram sua candidatura, defendeu reformas estruturais no sistema político e afirmou que vai continuar trabalhando para que o país volte a sonhar.

Cury começou a mensagem agradecendo aos milhões de brasileiros que apoiaram o projeto “Brasil dos Nossos Sonhos” ao longo da campanha, afirmando que o resultado das urnas não encerra as ideias defendidas durante a disputa.

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Entenda o que aconteceu

Ao fazer um balanço da campanha, o candidato disse ter buscado apresentar uma alternativa à polarização política, com um modelo baseado no conceito que chamou de “mente capitalista e coração social” — uma proposta de defender, ao mesmo tempo, geração de riqueza, responsabilidade fiscal e políticas voltadas para os mais vulneráveis.

Críticas ao sistema político

No pronunciamento, Cury afirmou que a democracia brasileira enfrenta desafios e apontou o que considera três problemas históricos da América Latina: a reeleição associada ao personalismo político, o desequilíbrio entre os Poderes e um presidencialismo excessivamente concentrado em figuras individuais.

O ex-candidato criticou a centralidade de lideranças políticas na vida nacional e questionou a divisão do país entre correntes ligadas a nomes específicos, numa crítica direta à polarização entre os apoiadores de Lula e de Jair Bolsonaro.

As reformas propostas por Cury

Entre as principais mudanças defendidas por Cury estão o fim da reeleição presidencial, a adoção do semipresidencialismo e a criação de mandatos de oito anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, o presidente deveria se concentrar nas grandes estratégias nacionais e na representação institucional do país, enquanto um primeiro-ministro ficaria responsável pela administração do dia a dia do governo.

O ex-candidato também reforçou outras bandeiras de campanha, como responsabilidade fiscal rigorosa, ampliação da telemedicina, escolas em tempo integral, fortalecimento do ensino técnico, incentivos a micro e pequenas empresas, proteção a mulheres e crianças e expansão do cooperativismo.

Apelo pela pacificação

Na parte final do pronunciamento, Cury fez um apelo pela redução da polarização política e defendeu a reconstrução de pontes entre diferentes correntes ideológicas no país.

Ele também cumprimentou Lula e Flávio Bolsonaro, que avançaram para o segundo turno, e disse esperar que o próximo presidente governe pensando no futuro do Brasil e nas necessidades da população.

A mensagem encerra a participação de Cury na disputa de 2026, mas o ex-candidato sinalizou que pretende seguir defendendo publicamente as reformas apresentadas durante a campanha, mesmo fora do páreo presidencial.

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