O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu formalizar no Senado a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. As informações são do g1.
A escolha ocorre após um intervalo de mais de quatro meses desde o anúncio inicial e destrava a etapa de análise no Congresso.
Atual chefe da AGU é o nome escolhido
Messias comanda a Advocacia-Geral da União, órgão responsável por representar judicialmente o governo federal e prestar consultoria jurídica ao Executivo.
Ele foi escolhido para ocupar a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso, que se aposentou em 2025.
Formação e início da carreira
Natural de Recife (PE), o indicado tem 45 anos e é graduado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco.
Também possui mestrado e doutorado pela Universidade de Brasília, com atuação voltada à área jurídica e institucional.
Ingressou no serviço público em 2007, como procurador da Fazenda Nacional.
Ao longo da trajetória, Messias ocupou funções estratégicas dentro do governo federal.
Durante a gestão de Dilma Rousseff, foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência, posição de destaque na estrutura da Casa Civil.
Proximidade com Lula
O atual advogado-geral da União é considerado um aliado direto de Lula e integra o núcleo de confiança do governo.
Ele também participou da equipe de transição presidencial em 2022, antes de assumir o comando da AGU no início do terceiro mandato.
Messias ganhou projeção nacional após um episódio envolvendo o vazamento de uma conversa entre Lula e Dilma.
Na ocasião, seu nome foi interpretado como “Bessias”, apelido que passou a ser usado por críticos políticos.
Indicação cercada por articulação política
Apesar de ter sido anunciado ainda em 2025, o envio da indicação ao Senado foi adiado por estratégia do governo.
Havia dúvidas sobre a aprovação do nome, especialmente diante da resistência de parte dos parlamentares.
Divergência com o comando do Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defendia outra indicação para a vaga, o que contribuiu para o atraso no processo.
O cenário expôs dificuldades na articulação entre o Executivo e o Legislativo.
Segundo o g1, o governo passou a avaliar que o contexto político atual é mais positivo para a aprovação.
Sinais de apoio de partidos do Centrão ajudaram a destravar o envio da mensagem presidencial.
Próximas etapas no Congresso
Agora, o nome de Messias será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
Após sabatina, a indicação segue para votação no plenário. Se aprovado, ele será nomeado e tomará posse como ministro do STF.