Fontes do planalto confirmaram na manhã desta quarta-feira (20) que o Governo Lula da Silva convidou a ministra Daniela Teixeira, do Superior Tribunal de Justiça, para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal. A movimentação ocorre após a rejeição, pelo Senado, do nome de Jorge Messias, então advogado-geral da União, e recoloca Lula diante de uma escolha estratégica: apostar em uma ministra que ele próprio indicou ao STJ em 2023 e que já passou com ampla aprovação pelo crivo dos senadores.
Daniela Teixeira chegou ao STJ pelo quinto constitucional da advocacia, em vaga aberta com a aposentadoria do ministro Felix Fischer. Antes de assumir a cadeira na Corte, construiu trajetória na advocacia, teve atuação institucional na OAB e foi indicada por Lula ao STJ em agosto de 2023. Após aprovação no Senado, foi nomeada pelo presidente em novembro daquele ano e tomou posse como ministra do tribunal, consolidando-se como uma das apostas jurídicas do atual governo no sistema de Justiça.
O convite a Daniela Teixeira acontece depois de Lula sofrer uma das maiores derrotas políticas de seu terceiro mandato no Senado. A indicação de Jorge Messias, anunciada em novembro de 2025 para a vaga de Luís Roberto Barroso, naufragou após meses de resistência interna na Casa. Mesmo aprovado na CCJ, o então advogado-geral da União foi barrado no plenário por 42 votos a 34, ficando abaixo dos 41 votos necessários para assumir uma cadeira no Supremo. O resultado entrou para a história: foi a primeira vez, desde 1894, que o Senado rejeitou uma indicação presidencial ao STF.