Uma eleitora de 30 anos precisou ser retirada e algemada pela Polícia Militar após se recusar a deixar a cabine de votação durante o primeiro turno das eleições, neste domingo (4), em Franca, no interior de São Paulo. A confusão aconteceu na Escola Estadual Professor Antônio Fachada, no bairro Jardim Leporace.
Segundo relatos divulgados sobre o caso, a mulher teria percebido que digitou na urna o número de um candidato diferente daquele em quem pretendia votar. Ela teria pedido uma nova oportunidade para votar, mas, como o procedimento já havia sido registrado, os mesários informaram que não seria possível refazer a votação.
LEIA MAIS:
Confusão interrompe votação e provoca fila
A eleitora permaneceu na sala de votação mesmo depois de ser orientada a sair. A situação acabou interrompendo o fluxo normal da seção e provocou o aumento da fila de pessoas que aguardavam para votar.
Os mesários acionaram a Polícia Militar para auxiliar na retirada da mulher. Vídeos registrados por um eleitor mostram o momento em que os policiais tentam conversar com ela antes de realizar a contenção.
Mulher reagiu à abordagem
Durante a tentativa de retirada, a eleitora resistiu à abordagem e, segundo as informações divulgadas sobre a ocorrência, mordeu uma das policiais militares que participaram da ação.
Os agentes conseguiram imobilizar a mulher, que foi algemada e retirada da seção eleitoral. A ocorrência foi encaminhada para a Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Franca.
Eleitora foi liberada após prestar depoimento
A mulher prestou depoimento no início da noite e foi liberada posteriormente. O caso deverá ser analisado pela Polícia Civil, que poderá ouvir mesários e testemunhas que estavam no local.
Segundo a defesa, a eleitora teria apresentado um episódio de instabilidade emocional durante a votação. A alegação será considerada na apuração das circunstâncias da ocorrência.
Voto não pode ser repetido após confirmação
Quando o voto já foi confirmado na urna eletrônica, o eleitor não pode simplesmente solicitar uma nova votação porque percebeu que digitou o número errado. Por isso, os mesários não poderiam reiniciar o procedimento já registrado.
A Justiça Eleitoral orienta os eleitores a conferir atentamente o nome e a fotografia do candidato antes de confirmar cada voto. Também é permitido levar uma colinha de papel com os números das candidaturas para evitar erros.
Próximos passos
A Polícia Civil deverá analisar a ocorrência e ouvir as pessoas envolvidas para esclarecer a conduta da eleitora e os fatos registrados durante a abordagem policial.