Agnelo Queiroz (PT) está de volta à Câmara dos Deputados. O ex-governador do Distrito Federal foi eleito deputado federal neste domingo (4/10), com 43.542 votos, e voltará ao Congresso para o mandato de 2027 a 2030, 12 anos depois de deixar o comando do Palácio do Buriti.
O retorno encerra um período em que Agnelo ficou sem exercer cargo eletivo. Aos 67 anos, ele retoma uma trajetória política iniciada ainda no começo dos anos 1990 e que inclui passagens pela Câmara Legislativa, Câmara dos Deputados, Ministério do Esporte e Governo do Distrito Federal.
LEIA MAIS
DF não elege nenhuma mulher para a Câmara, apesar de candidata ter mais votos que deputados eleitos
Entenda o retorno de Agnelo à política
Agnelo nasceu em Itapetinga, na Bahia, em 9 de novembro de 1958. Médico, chegou a Brasília no início dos anos 1980 para fazer residência em cirurgia geral.
A entrada na política ocorreu em 1990, quando foi eleito deputado distrital pelo PCdoB para a primeira legislatura da Câmara Legislativa do Distrito Federal, com mandato entre 1991 e 1994.
Trajetória no Congresso e no Ministério do Esporte
Em 1994, Agnelo foi eleito pela primeira vez deputado federal. Ele foi reeleito em 1998 e 2002.
Em 2003, deixou o mandato na Câmara para assumir o Ministério do Esporte durante o primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Permaneceu no cargo até 2006.
Quatro anos depois, em 2010, Agnelo foi eleito governador do Distrito Federal pelo PT. O mandato no Palácio do Buriti começou em 2011 e terminou em 2014.
Naquele ano, ele tentou a reeleição, mas não chegou ao segundo turno.
Período sem mandato e decisões judiciais
Depois de deixar o governo, Agnelo passou a ficar sem cargo eletivo. Em 2017, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve uma decisão que o tornou inelegível por oito anos por abuso de poder político e conduta vedada a agente público durante a gestão no Distrito Federal.
Segundo o tribunal, houve utilização de espaço institucional do governo para divulgação de propaganda que exaltava a administração. Na mesma decisão, a Corte manteve multa de R$ 106,4 mil.
Em 2022, Agnelo tentou novamente disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, mas o TSE negou o registro de candidatura. Naquele julgamento, os ministros consideraram uma condenação por improbidade administrativa com trânsito em julgado em 27 de novembro de 2019. A decisão havia determinado a suspensão dos direitos políticos por cinco anos e alcançava as eleições daquele ano.
Patrimônio declarado
Na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral para as eleições de 2026, Agnelo informou patrimônio de R$ 744,8 mil.
Entre os bens declarados está um apartamento em São Paulo, avaliado em R$ 553,6 mil.
Com a eleição deste domingo, Agnelo retomará um mandato eletivo em Brasília e voltará à Câmara dos Deputados a partir de 2027.