Eduarda Campopiano (PL), eleita deputada estadual por São Paulo, publicou um ataque transfóbico contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL) após o resultado das Eleições 2026. A postagem foi feita nas redes sociais nesta segunda-feira (5), um dia depois do primeiro turno.
Campopiano se referiu a Erika, que é uma mulher trans, como “homem biológico” ao comparar a votação obtida pelas duas candidatas. A publicação ocorreu após ambas conquistarem votações expressivas em disputas diferentes: Campopiano para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e Hilton para a Câmara dos Deputados.
Erika foi reeleita com 1.596.472 votos e se tornou a mulher mais votada da história para a Câmara dos Deputados. Campopiano, por sua vez, recebeu cerca de 1,9 milhão de votos e liderou a votação para deputado estadual em São Paulo.
Erika Hilton é reeleita deputada federal por São Paulo com mais de 1,4 milhão de votos
Campopiano compara votação com a de Erika Hilton
Na publicação, Campopiano afirmou que havia se tornado a mulher mais votada de São Paulo e direcionou uma provocação a Erika.
“E o homem biológico Erika Hilton nunca será a mulher mais votada de SP.”
A declaração foi classificada como transfóbica por se referir a Erika Hilton, uma mulher trans, no gênero masculino e negar sua identidade de gênero.
As duas concorreram a cargos diferentes. Campopiano disputou uma das cadeiras da Alesp, enquanto Erika buscou a reeleição para a Câmara dos Deputados.
Erika Hilton bate recorde entre mulheres na Câmara
Com 100% das urnas apuradas, Erika Hilton recebeu 1.596.472 votos em São Paulo.
O resultado fez da parlamentar a mulher com a maior votação da história em uma eleição para deputada federal no Brasil, superando a marca de Joice Hasselmann, que havia recebido 1.078.666 votos em 2018.
No ranking geral de candidatos à Câmara em 2026, Erika ficou atrás de Nikolas Ferreira (PL-MG), com 3.119.318 votos, e Lucas Pavanato (PL-SP), com 3.038.438.
Campopiano liderou votação para a Alesp
Eduarda Campopiano, de 23 anos, foi a candidata mais votada para a Assembleia Legislativa de São Paulo nas Eleições 2026.
Vereadora de Praia Grande, no litoral paulista, ela ganhou projeção nas redes sociais com conteúdos de orientação conservadora e se apresenta publicamente como antifeminista.
A publicação contra Erika não foi o primeiro embate entre as duas. Campopiano já havia criticado a eleição da deputada do PSOL para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara.
Campopiano assume seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa em 2027, enquanto Erika inicia o segundo mandato consecutivo como deputada federal.