Fred Linhares e Rodrigo Rollemberg ficam fora da Câmara após eleição no DF

Deputado teve 48,5 mil votos, mas não conseguiu a reeleição; ex-governador recebeu 33,5 mil e também não conquistou uma das oito cadeiras do Distrito Federal
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A composição da bancada do Distrito Federal na Câmara dos Deputados terá mudanças a partir de 2027. Entre os atuais parlamentares que disputaram a reeleição, Fred Linhares (Republicanos) não conseguiu permanecer no cargo. Rodrigo Rollemberg (PSB), que também buscava uma vaga, ficou fora da lista dos eleitos.

Fred Linhares recebeu 48.594 votos na eleição deste domingo (4). Mesmo com uma votação superior à de alguns candidatos que conquistaram uma cadeira, o deputado não foi eleito por causa das regras do sistema proporcional.

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Como ficou a bancada do DF

O Distrito Federal elegeu oito deputados federais para a próxima legislatura. Foram reeleitos Rafael Prudente (MDB), com 119.427 votos; Alberto Fraga (PL), com 118.579; Julio Cesar Ribeiro (Republicanos), com 90.092; e Professor Reginaldo Veras (PV), com 43.179 votos.

Também conquistaram uma cadeira pela primeira vez nesta eleição Fábio Felix (PSol), que liderou a votação no DF com 224.224 votos; Thiago Manzoni (PL), com 90.418; Izalci Lucas (PL), com 88.056; e Agnelo Queiroz (PT), com 43.542.

Rollemberg também não foi eleito

Ex-governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg recebeu 33.546 votos na disputa por uma vaga na Câmara. O resultado não foi suficiente para garantir o retorno ao Legislativo federal.

Rollemberg havia assumido uma cadeira na Câmara em 2025 e tentou permanecer no Congresso nas eleições deste ano. Apesar da votação, acabou fora da relação dos oito eleitos.

Sistema proporcional influencia resultado

A eleição para deputado federal segue o sistema proporcional. Nesse modelo, as cadeiras são distribuídas inicialmente de acordo com a votação dos partidos e federações, considerando tanto os votos recebidos pelos candidatos quanto os votos de legenda.

Por isso, um candidato pode receber mais votos individualmente do que outro que foi eleito e, ainda assim, ficar sem uma cadeira. O resultado final depende do desempenho da legenda ou federação e do cálculo do quociente eleitoral.

Gilvan Máximo também fica fora

Outro nome que não conseguiu retornar à Câmara foi Gilvan Máximo (Republicanos). Ele recebeu 17.120 votos neste ano, mas não alcançou uma das oito vagas destinadas ao Distrito Federal.

O parlamentar havia sido eleito em 2022, mas perdeu o mandato após uma retotalização dos votos relacionada a uma decisão do Supremo Tribunal Federal sobre as regras de distribuição das sobras eleitorais.

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