Datafolha inicia nesta terça (06) 1ª pesquisa do 2º turno presidencial

Levantamento presencial com 2.520 entrevistas avalia intenções de voto e rejeição no segundo turno presidencial.
Redação NC News
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Com Flávio Bolsonaro largando o segundo turno 2,3 milhões de votos à frente de Lula, o Datafolha começa nesta terça (06) a ouvir 2.520 eleitores em todo o país para a primeira pesquisa presencial desta etapa da eleição presidencial, em um cenário em que a transferência de votos da direita pode ampliar a vantagem do ex-senador.

Pesquisa testa força de Flávio Bolsonaro e reação de Lula

O levantamento, que será realizado entre terça e quinta e divulgado na noite do último dia, tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e custo de R$ 384,5 mil. A sondagem mede não só a intenção de voto no segundo turno, mas também o potencial de crescimento de cada candidato, a rejeição e a avaliação do governo Lula.

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No primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou à frente de Lula com 2,3 milhões de votos de diferença. Agora, a expectativa nos bastidores políticos é que ele consiga atrair a maior parte dos eleitores de Ronaldo Caiado, Renan Santos, Augusto Cury e Romeu Zema, que juntos somaram quase 8% dos votos válidos, além de se beneficiar do impulso das recentes vitórias da direita em disputas estaduais.

Governadores e parlamentares eleitos como Tarcísio de Freitas e Nikolas Ferreira entram mais pesadamente na campanha neste segundo turno, fortalecendo o campo bolsonarista em palanques regionais e redes sociais. Do outro lado, a campanha de Lula ainda busca um rumo único para tentar conter essa migração de votos e reduzir sua rejeição entre indecisos e eleitores de centro.

Como será o questionário do Datafolha

A entrevista começa com uma pergunta espontânea: o eleitor responde, sem ver lista de nomes, em quem pretende votar para presidente se o segundo turno fosse hoje. Em seguida, o pesquisador apresenta os nomes de Lula e Flávio Bolsonaro e repete a pergunta, agora de forma estimulada, para consolidar o voto declarado.

O instituto também verifica se o eleitor sabe o número do candidato que pretende escolher na urna eletrônica, informação que ajuda a medir o risco de erro na hora do voto. Outra questão investiga se a decisão já está tomada ou se o entrevistado ainda pode mudar de opção até o dia da eleição.

Em paralelo à intenção de voto, o Datafolha mede a taxa de rejeição de cada um dos finalistas — ou seja, quem o eleitor não votaria de jeito nenhum — e colhe a avaliação do governo Lula, dado considerado central para entender o movimento de aprovação ou desgaste do presidente em exercício.

Entenda o contexto

Além das perguntas sobre o segundo turno, o questionário inclui um resgate do comportamento do eleitor no primeiro turno. Os entrevistados são questionados se votaram para presidente, em quem votaram e em que momento tomaram a decisão, com opções que vão de “pelo menos um mês antes da eleição” até “no próprio dia”.

Para quem não foi às urnas, o instituto busca os motivos da abstenção, listando razões como viagem, problemas de saúde, desinteresse por eleição ou candidatos, distância do local de votação, falta de dinheiro para o deslocamento e necessidade de cuidar de filhos, pais ou outros parentes.

Essas informações ajudam partidos e campanhas a entender onde perderam votos por desmobilização e quais grupos podem ser reengajados para aumentar a participação no segundo turno.

Pesquisa ajusta estratégias na reta final

Os resultados devem provocar respostas rápidas dos dois campos. A depender do quadro que aparecer, Flávio Bolsonaro tende a usar os números para consolidar o discurso de virada definitiva, pressionando aliados a intensificar o corpo a corpo e a presença em programas de TV e redes. Lula, por sua vez, terá o desafio de identificar quais segmentos ainda são recuperáveis e onde focar mensagens para diminuir a rejeição e recuperar parte do eleitorado que migrou para a direita.

A radiografia da abstenção e do momento da decisão do voto também deve servir de guia para ações específicas de mobilização, sobretudo em regiões com alto índice de ausentes ou grande contingente de eleitores que decidiram na última hora. O Datafolha divulga o resultado completo da pesquisa na noite de quinta-feira, oferecendo um novo mapa da disputa a poucos dias da definição nas urnas.

 

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