Motorista que atropelou e matou corredor PCD Geovanni é mantido preso e vai a júri popular

Geovanni Gonzaga, de 43 anos, morreu após ser atingido durante treino em Boa Vista; motorista foi preso depois do atropelamento e teve a prisão preventiva mantida
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O motorista Mayron da Silva Soares, de 28 anos, acusado de atropelar e matar o corredor de rua PCD Geovanni Gameiro Gonzaga da Silva, de 43 anos, em Boa Vista, teve a prisão mantida pela Justiça e deverá ser julgado pelo Tribunal do Júri.

Geovanni morreu no sábado (3), um dia depois de ser atropelado enquanto se preparava para um treino na avenida Ville Roy, no bairro Caçari, zona Leste da capital de Roraima. O atleta tinha deficiência auditiva e participava de competições na categoria Pessoa com Deficiência (PCD).

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A Justiça decidiu manter Mayron preso preventivamente enquanto o processo avança para julgamento pelo Tribunal do Júri.

A prisão preventiva havia sido decretada após o atropelamento. O motorista foi inicialmente preso em flagrante e, posteriormente, teve a prisão convertida em preventiva.

Com a morte de Geovanni, o caso passou a ser tratado como homicídio e avançou na Justiça.

A submissão ao Tribunal do Júri significa que caberá aos jurados analisar a acusação e decidir sobre a responsabilidade criminal do réu. A decisão de levá-lo a júri não equivale a uma condenação definitiva.

Carro foi avariado por acidente. | Foto: Reproduçõ/Redes sociais

Geovanni foi atropelado durante treino

O atropelamento aconteceu por volta das 5h40 de sexta-feira (2), na avenida Ville Roy.

Geovanni fazia o aquecimento antes de iniciar um treino de corrida quando foi atingido por um carro. Com a força do impacto, ele foi arremessado contra outro veículo que estava estacionado nas proximidades de uma academia.

Equipes de emergência encontraram o atleta desacordado, com sangramento intenso e uma lesão na cabeça.

Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Geral de Roraima (HGR), onde permaneceu internado.

Motorista deixou o local após atropelamento

Segundo a Polícia Militar, o motorista deixou o local sem prestar socorro, mas foi localizado pouco depois dentro do veículo, nas proximidades do Loteamento Veredas.

A PM informou que ele apresentava sinais de embriaguez e se recusou a realizar o teste do bafômetro.

Ainda conforme informações registradas no atendimento da ocorrência, o motorista relatou aos policiais que havia consumido bebidas alcoólicas desde a noite anterior.

Essas circunstâncias passaram a integrar a investigação sobre o atropelamento.

Avenida Ville Roy, zona Leste de Boa Vista (RR). | Foto: Reprodução/Redes sociais

Geovanni morreu um dia depois

A morte encefálica de Geovanni foi confirmada pela equipe médica às 22h25 de sábado (3), segundo informações divulgadas pela família.

O atleta era surdo oralizado e disputava provas de corrida de rua na categoria PCD.

Em 2026, ele participou da tradicional Corrida 9 de Julho, terminando na 11ª colocação de sua categoria.

Geovanni também havia fundado, junto com amigos, o grupo Bando de Corredores. Antes disso, integrou outro grupo de corrida de Boa Vista.

Caso será analisado por jurados

Com o encaminhamento para o Tribunal do Júri, o processo entra em uma nova fase.

O Tribunal do Júri é responsável pelo julgamento de crimes dolosos contra a vida, como homicídio e tentativa de homicídio.

Durante o julgamento, acusação e defesa apresentam suas versões e provas, e os jurados decidem sobre os pontos submetidos à votação.

Até que haja uma decisão definitiva, Mayron deve ser tratado como acusado e mantém o direito à defesa e à presunção de inocência.

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