A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), anunciou nesta terça-feira (6) que a federação formada pelo Progressistas (PP) e pelo União Brasil decidiu, por unanimidade, apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais. Segundo a governadora, a decisão está alinhada com as lideranças nacionais dos dois partidos, como Ciro Nogueira (PP) e Antônio Rueda (União Brasil), e não prevê exceções estaduais dentro da aliança.
Nacionalmente, fechamos questão de caminharmos com Flávio Bolsonaro
declarou Celina, destacando que o movimento busca atrair o eleitorado de centro e os eleitores ainda indecisos, considerados decisivos para a reta final da disputa.
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Entenda o que aconteceu
Segundo a governadora, o apoio dos dois partidos confere solidez a um eventual governo com presença de nomes do centro político. No Distrito Federal, Celina afirmou que a aliança em torno de Flávio Bolsonaro já estava consolidada desde o primeiro turno, com sua própria chapa local reunindo nomes como Michelle Bolsonaro e Bia Kicis.
Base forte na Câmara Legislativa
Ao projetar um eventual novo mandato à frente do governo do DF, Celina Leão celebrou o desempenho de sua coligação nas eleições proporcionais. O campo político da governadora elegeu cinco deputados federais, 19 deputados distritais para a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e duas senadoras — uma base que, segundo ela, deve facilitar a governabilidade nos próximos quatro anos.
Próximos passos da campanha local
Depois de terminar o primeiro turno perto de vencer a disputa pelo governo do DF, Celina Leão afirmou que a prioridade imediata de sua campanha agora é reforçar a comunicação básica com o eleitor, lembrando que seu número na urna é o 11. Sobre debates com os adversários, a governadora confirmou que vai adotar uma postura seletiva, participando apenas dos embates considerados estrategicamente mais relevantes pela equipe de comunicação.
Entenda o contexto
O apoio formal de PP e União Brasil a Flávio Bolsonaro amplia o tabuleiro de alianças no segundo turno, em uma eleição presidencial definida por margem apertada entre o candidato do PL e o presidente Lula. A movimentação no Distrito Federal também reforça a estratégia local de Celina Leão, que busca consolidar vantagem obtida ainda no primeiro turno e ampliar a base de apoio para um eventual segundo mandato à frente do governo distrital.