A seleção argentina de futebol recebe Benim na noite desta terça-feira, no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, em amistoso que marca a despedida oficial de Lionel Messi da seleção argentina após 21 anos, 125 gols em 207 partidas e uma era de títulos e impacto esportivo e econômico sem precedentes para o país.
Onde assistir Argentina x Benin na despedida de Messi?
Argentina x Benim será transmitido ao vivo, às 20h (horário de Brasília), no ge TV, pelo YouTube, e no sportv, na TV fechada. As plataformas exibem o amistoso em rede nacional, com cobertura em tempo real e programação especial em torno da última aparição de Messi com a camisa albiceleste.
O jogo é tratado como evento histórico pela organização. A promessa é de imagens de bastidores, foco nas homenagens ao craque e ampla repercussão nas redes sociais, o que deve ampliar ainda mais o alcance global da despedida.
Quais são as escalações de Argentina e Benin na despedida de Messi?
A Argentina entra em campo com força máxima e formato ofensivo no jogo da argentina hoje. A escalação definida por Lionel Scaloni tem Dibu Martínez; Nahuel Molina, Cristian Romero, Nicolás Otamendi e Nicolás Tagliafico; Rodrigo De Paul, Enzo Fernández e Giovani Lo Celso; Lionel Messi, Lautaro Martínez e Julián Álvarez.
Benim, comandado por Gernot Rohr, vai a campo com Dandjinou; Ouorou, Roche, Tijani e Azongnitode; D’Almeida, Imourane, Aloko, Olaitan e Ouorou; Tosin. Para os beninenses, o amistoso representa uma vitrine rara diante de uma potência do futebol mundial.
Monumental lotado e camisa especial para o último ato
O Monumental de Núñez estará completamente tomado. De acordo com a organização, “todos os 85 mil ingressos foram vendidos em apenas uma hora e meia”, reflexo direto do peso da despedida de Messi para o torcedor argentino e para fãs de outros países que viajaram a Buenos Aires.
No jogo da argentina hoje, a seleção argentina de futebol usa uma camisa especial, criada para a ocasião, que homenageia a bandeira do país e a trajetória do camisa 10. O clima é de festa e de forte carga emocional: Messi chegou ao estádio chorando e tem recebido homenagens nas arquibancadas desde o aquecimento.
A partida fecha uma Data Fifa em que a seleção argentina iniciou um novo ciclo. Mesmo sem o craque em campo nos últimos compromissos, a equipe goleou a Bolívia por 4 a 0 e a seleção sub-23 de Burkina Faso por 7 a 0, dando minutos a jovens que devem ganhar espaço a partir de agora.
Entenda o contexto
Messi estreou na seleção da Argentina em 2005 e se tornou o maior artilheiro da história da equipe. “Messi é o maior artilheiro da seleção Argentina”, registra o histórico oficial. Foram 21 anos defendendo a camisa albiceleste, período em que o camisa 10 colecionou títulos e transformou a relação entre o país e a seleção.
Depois de anos de frustrações e até um anúncio de aposentadoria em 2016, o roteiro mudou com a chegada de Lionel Scaloni. O craque “enfim conquistou seu primeiro título pela Argentina, da Copa América de 2021, vencendo o Brasil por 1 a 0 na final no Maracanã”. “Em 2022, veio a consagração maior, com a conquista da Copa do Mundo do Catar”, e o camisa 10 ainda somou outra Copa América em 2024 e protagonizou a campanha do vice-campeonato mundial em 2026.
Na avaliação da própria equipe de transmissão, “Uma noite que ficará na história do futebol argentino” é a síntese do que se espera para o amistoso. Messi publicou mensagem antes da partida dizendo que “me vou em paz” e que “esta camisa foi meu sonho, meu orgulho e minha vida”, reforçando o tom de despedida definitiva da seleção.
Impacto esportivo, econômico e simbólico para a Argentina
A saída de Messi muda a dinâmica da seleção argentina de futebol em vários níveis. Em campo, a equipe perde seu principal definidor e maior referência técnica, o que obriga Scaloni a acelerar a renovação e buscar um novo equilíbrio entre veteranos como Otamendi e Di María e a geração que vem se firmando.
Fora de campo, o impacto é imediato em áreas como marketing, mídia e turismo esportivo. A presença de Messi inflava a venda de ingressos, atraía turistas estrangeiros a Buenos Aires e a outras sedes e valorizava direitos de transmissão e patrocínios. A corrida pelos 85 mil bilhetes para o amistoso de hoje ilustra esse poder de mobilização.
Sem o astro, a Associação Argentina de Futebol e parceiros comerciais terão o desafio de manter o interesse global na seleção. O desempenho nos próximos torneios sul-americanos e mundiais, bem como a consolidação de novos protagonistas, será decisivo para preservar o prestígio esportivo e o peso econômico da equipe nacional.
Benim aproveita vitrine e mira salto no futebol africano
Do outro lado, Benim encara a argentina seleção como termômetro esportivo e vitrine internacional. A delegação enfrentou uma maratona de cerca de 25 horas de deslocamento até Buenos Aires e usa o amistoso para testar seu projeto de crescimento, que inclui investimento em infraestrutura e na diáspora de jogadores espalhados pelo mundo.
Enfrentar Messi em seu último jogo pela seleção aumenta a visibilidade do elenco beninense, que busca espaço em clubes de maior expressão e experiência competitiva contra rivais de alto nível. O desempenho no Monumental servirá de parâmetro para os próximos passos da seleção africana em competições continentais.
Com a bola rolando às 20h, o amistoso entre argentina e Benim encerra uma era e abre outra: para os argentinos, o desafio de seguir competitivos sem seu maior ídolo; para Benim, a chance de usar o palco global como impulso para um novo patamar no futebol africano.