Estrangeiros colocam recorde de R$ 10 bilhões na Bolsa após primeiro turno

Entrada líquida de R$ 10,06 bilhões foi a maior já registrada em um único dia na B3; fluxo estrangeiro acumula R$ 40 bilhões no ano.
Redação NC News
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Investidores estrangeiros ingressaram com R$ 10,06 bilhões na Bolsa brasileira no primeiro pregão após o primeiro turno das eleições. O volume representa a maior entrada líquida de capital externo em um único dia já registrada na B3.

O resultado superou o recorde anterior, registrado em abril deste ano, quando a entrada de recursos estrangeiros chegou a R$ 8,3 bilhões. Com o novo fluxo, o saldo de capital externo na Bolsa acumula cerca de R$ 40 bilhões em 2026.

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Entrada de estrangeiros acompanha reação da Bolsa

O movimento ocorreu em meio à forte reação dos ativos brasileiros após a votação do primeiro turno. Na segunda-feira (5), o Ibovespa registrou forte valorização e ultrapassou a marca de 209 mil pontos durante o pregão.

Ao mesmo tempo, o dólar caiu abaixo de R$ 5, enquanto investidores reavaliavam as perspectivas para o cenário político e econômico brasileiro antes do segundo turno da eleição presidencial.

Recorde anterior havia sido registrado em abril

Até então, a maior entrada de recursos estrangeiros na Bolsa em um único dia havia ocorrido em abril de 2026, com R$ 8,3 bilhões. O ingresso de R$ 10,06 bilhões registrado após o primeiro turno superou essa marca.

No acumulado do ano, o saldo dos investidores estrangeiros está positivo em aproximadamente R$ 40 bilhões, segundo os dados divulgados sobre o fluxo de recursos na Bolsa.

Pessoa física tem saldo negativo no ano

O comportamento dos investidores individuais brasileiros é diferente. No acumulado de 2026, o fluxo das pessoas físicas está negativo em R$ 354 milhões.

Os números mostram a diferença entre a movimentação dos investidores estrangeiros e dos investidores individuais no mercado acionário brasileiro neste ano.

Mercado acompanha segundo turno

Com a eleição presidencial ainda em andamento, investidores continuam acompanhando as sinalizações dos candidatos sobre política econômica, contas públicas e possíveis medidas para o próximo governo.

Novas informações da campanha e do cenário econômico podem continuar influenciando o fluxo de capital, o Ibovespa, o câmbio e os juros até a definição do segundo turno.

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