A Polícia Civil do Distrito Federal realizou nesta quarta-feira (7/10) uma operação para desarticular um grupo suspeito de comercializar cocaína em estabelecimentos usados como fachada e movimentar recursos provenientes do tráfico. A ação também alcançou empresas localizadas em Guajará-Mirim (RO), município na fronteira com a Bolívia.
Batizada de Operação Pit Bull, a ofensiva cumpriu mandados de prisão temporária e 19 ordens de busca e apreensão em Ceilândia, Samambaia e Pôr do Sol, além de diligências em Guajará-Mirim. Quatro pessoas foram detidas em flagrante por suspeita de tráfico de drogas e associação para o tráfico, enquanto outras duas são consideradas foragidas.
LEIA MAIS
Operação Sangria mira esquema de R$ 60 milhões e cumpre mandados no Amapá e em Brasília
Drogas e armas foram apreendidas
Durante as buscas, equipes da Coordenação de Repressão às Drogas (CORD) encontraram aproximadamente 1,6 quilo de cocaína, sendo parte em um tablete e outra quantidade distribuída em 223 porções. Também foram apreendidos cerca de 500 gramas de maconha e balanças utilizadas para pesar os entorpecentes.
Os policiais localizaram ainda duas pistolas calibre 9 mm, um revólver .38 e três veículos. As apreensões fazem parte das diligências realizadas para identificar a estrutura utilizada pelo grupo investigado.
Estabelecimentos serviam como fachada
Conforme a investigação, três estabelecimentos comerciais situados em Ceilândia e no Pôr do Sol eram utilizados para encobrir a atividade de venda de drogas. As entregas dos entorpecentes ocorriam de forma dissimulada, segundo a polícia.
Os pagamentos eram feitos principalmente por Pix e por meio de máquinas de cartão. Para dificultar a identificação da origem dos valores, os investigados também utilizavam contas bancárias de familiares e pessoas próximas.
Dinheiro era dividido entre várias contas
A investigação aponta que os valores eram movimentados em quantias menores e transferidos entre diferentes contas bancárias no mesmo dia. Depois, parte do dinheiro era retirada em espécie, numa tentativa de dificultar o rastreamento das operações financeiras.
Outra parte dos recursos teria seguido para empresas situadas em Guajará-Mirim, em Rondônia. O município fica na região de fronteira com a Bolívia e é apontado pelas autoridades como uma área relacionada ao trânsito de drogas.
Investigação continua
A apuração conduzida pela Polícia Civil busca esclarecer a participação dos investigados em crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
No Distrito Federal, a CORD contou com o apoio da 23ª Delegacia de Polícia. Em Rondônia, as diligências tiveram participação da Polícia Civil do estado.