Shake Shack chega ao Brasil em 2027 com 40 lojas previstas

Rede americana planeja expansão com dezenas de unidades no país até 2036, começando por São Paulo.
Redação NC News
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A rede americana de hambúrgueres Shake Shack estreia no Brasil no primeiro semestre de 2027 com uma loja em São Paulo e, já de saída, entra no país com um plano agressivo: abrir ao menos 40 unidades até 2036 sob gestão da holding BOLD, dona de Outback, Abbraccio e Aussie.

Quando o Shake Shack vai abrir no Brasil?

A primeira unidade da Shake Shack no Brasil está prevista para o primeiro semestre de 2027, em São Paulo. O ponto exato ainda não é divulgado, mas a operação será integralmente tocada pela BOLD, que assumirá o papel de master-franqueada no país.

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Caberá à holding brasileira investir na abertura e administrar os restaurantes, em um modelo similar ao que já adota com Outback, Abbraccio e Aussie. A parceria marca a entrada oficial da marca, famosa entre turistas brasileiros em destinos como Nova York, Orlando e Miami, no disputado mercado nacional de hambúrgueres premium.

Como será a expansão do Shake Shack no Brasil?

O contrato entre Shake Shack e BOLD prevê a abertura de pelo menos 40 restaurantes no Brasil até 2036. Segundo o CEO da BOLD, Pierre Berenstein, esse número é apenas o piso do acordo. Para ele, há espaço para uma operação muito maior. “O mercado brasileiro comportaria uma operação muito maior, com potencial para chegar a centenas de lojas nos próximos anos”, afirma.

A ideia é posicionar a Shake Shack na faixa de hamburguerias premium, na mesma prateleira de redes como Madero e Cabana Burger, com tíquete médio mais alto e foco em experiência de loja. A estratégia de expansão ainda não detalha as próximas cidades, mas a projeção de dezenas de unidades indica um plano nacional, e não restrito a São Paulo.

Entenda o contexto

A BOLD vem usando uma estratégia de “house of brands” — uma casa de marcas fortes reunidas sob a mesma estrutura — para acelerar seu crescimento em alimentação fora do lar. A holding já opera redes como Outback, Abbraccio e Aussie e abriu 13 restaurantes neste ano, sendo 12 Outback e um Abbraccio.

A empresa projeta faturamento de 3,5 bilhões de reais para 2026 e registrou alta de 6% na receita nos primeiros nove meses do ano em relação ao mesmo período anterior. A entrada da Shake Shack reforça esse movimento de crescimento via marcas globais reconhecidas.

Antes de fechar o acordo, a BOLD encomendou uma pesquisa com 4 mil consumidores brasileiros e identificou alto reconhecimento espontâneo da marca Shake Shack, mesmo sem qualquer operação local. O resultado ajudou a sustentar a aposta de que há demanda reprimida por experiências de hambúrguer premium inspiradas em endereços famosos como Shake Shack Nova York, Shake Shack Orlando e Shake Shack Miami.

O que diferencia o Shake Shack de outras hamburguerias como Five Guys e In-N-Out?

A principal diferença da Shake Shack em relação a redes como Five Guys e In-N-Out está na proposta de combinar fast-food com experiência de restaurante casual premium, algo que a BOLD pretende replicar no Brasil. A marca construiu fama com hambúrgueres feitos na hora, batatas fritas bem avaliadas e milk-shakes espessos, sempre em ambientes desenhados para estimular permanência maior do cliente.

Enquanto concorrentes como Five Guys apostam em cardápios mais enxutos e foco em personalização, e a In-N-Out é conhecida por forte regionalismo e presença restrita a algumas regiões dos Estados Unidos, a Shake Shack vem expandindo internacionalmente. Hoje, são mais de 700 restaurantes em 20 países, modelo que facilita a adaptação a mercados diversos — inclusive o brasileiro.

Impacto no mercado de hambúrguer premium

A chegada da Shake Shack deve acirrar a disputa no segmento de hambúrgueres premium no Brasil, que já conta com redes nacionais em expansão e casas artesanais fortes nas grandes capitais. Com o peso de uma marca global e o caixa da BOLD, a operação tende a pressionar concorrentes a reverem preços, cardápios e estratégias de expansão.

Para a cadeia produtiva, a movimentação significa mais demanda por carne, laticínios, pães especiais, logística refrigerada e serviços ligados ao franchising. No varejo, consumidores ganham mais variedade: quem já conhece o Shake Shack menu de viagens ao exterior passa a ter a opção local; quem nunca provou tende a perceber o padrão de qualidade como referência na comparação com hamburguerias tradicionais.

Do lado da BOLD, a aposta em uma marca já querida por viajantes brasileiros pode acelerar o retorno do investimento. Se a meta de, no mínimo, 40 lojas até 2036 for cumprida e a previsão de “centenas de lojas” se confirmar, a Shake Shack pode se tornar um dos principais motores de crescimento da holding no país.

 

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